Pedido de pizza vira denúncia de violência doméstica em São Paulo

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Uma mulher conseguiu escapar de uma sequência de agressões do companheiro após fingir um pedido de pizza durante uma ligação ao telefone de emergência 190, na noite de sexta-feira (23), no Jardim São Francisco, na zona sul de São Paulo.

A estratégia usada pela vítima chamou a atenção da atendente da Polícia Militar, que rapidamente percebeu que o suposto pedido de delivery escondia, na verdade, um desesperado pedido de socorro.

Mesmo nervosa, a mulher manteve a conversa como se estivesse escolhendo uma pizza. Em determinado momento, pediu que o “motoboy” ligasse para seu celular quando chegasse ao endereço, alegando que morava nos fundos da residência e poderia não ouvir a entrega.

A suspeita da atendente mobilizou equipes da PM, que seguiram imediatamente para o local. Ao chegarem, os policiais telefonaram para a vítima e avisaram que “a pizza havia chegado”, evitando levantar suspeitas do agressor.

Abalada e tremendo, a mulher saiu da casa e contou aos policiais que vinha sofrendo agressões do companheiro. Ela também revelou que o homem mantinha uma arma de fogo dentro do imóvel.

Enquanto a equipe realizava o atendimento, o suspeito tentou fugir levando mochila, capacete e roupas, mas acabou detido pelos policiais.

Durante as buscas, os agentes encontraram um revólver calibre 38 com numeração raspada e cinco munições intactas.

Segundo o relato da vítima, o agressor a empurrou contra a parede e tentou obrigá-la a manter relações sexuais contra sua vontade, na frente da filha do casal, de apenas 3 anos. Ainda conforme o depoimento, ele também a atacou usando um espelho.

A criança acabou atingida por estilhaços de vidro e sofreu ferimentos aparentes nos olhos. Ela foi levada ao Hospital M’Boi Mirim para receber atendimento médico.

O caso foi encaminhado ao 47º Distrito Policial. O homem permaneceu preso e deve responder por lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, violência psicológica, dano, perigo para a vida e posse ilegal de arma de fogo.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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