ANVISA tolera fragmento de inseto e pelo de rato nos alimentos

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Muitos produtos derivados do tomate já saíram das prateleiras dos supermercados  porque  estavam com pelos de ratos acima do permitido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Agora vem a dúvida: a ANVISA tolera pelos de ratos e insetos nas comidas?  A resposta é “sim”!

A Resolução da Diretoria Colegiada- Nº 14, de 28 de março de 2014, dispõe sobre matérias estranhas macroscópicas e microscópicas em alimentos e bebidas, seus limites de tolerância e dá outras providências. Ou seja, se existirem pedacinhos de baratas, moscas, pelos de ratos, pelos humanos, terra, areia, tudo dentro dos respectivos limites  estabelecidos pela ANVISA, está tudo certo.

Tipifica a  Resolução no  art. 14 § 2º O limite da matéria estranha para qualquer alimento não poderá ser superior aos limites estabelecidos para os ingredientes utilizados na composição dos alimentos.

A cada 100g de chocolate e produtos achocolatados, é permitido 1 fragmento de pelo de roedor; 1 fragmento de inseto a cada 50g de pimenta do reino; 5 fragmentos de insetos inteiros mortos a cada 25g de chá de hortelã; 60 fragmentos de insetos a cada 25g de café; 10 fragmentos de insetos a cada 100g de produtos de tomate (molhos, purê, polpa, extrato, tomate seco, tomate inteiro enlatado, catchup e outros derivados).

Para a especialista em legislação (Ingrid Schmidt-Hebbel, coordenadora do Tecnologia em Gastronomia do Centro Universitário Senac-Santo Amaro), a produção de alimentos industrializados totalmente isenta de fragmentos de insetos e outros animais é inviável: “Isso se deve ao fato dos insetos e outros animais habitarem as lavouras e serem ‘carregados’ no momento da colheita”.

 

Confira abaixo a tabela com os limites das matérias estranhas:

 

 

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