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Após cinco meses de queda, casos e mortes por covid voltam a subir em outubro no Piauí

Os casos confirmados de infecção pelo coronavírus e os óbitos causados pela Covid-19 voltaram a aumentar no Piauí após cinco meses em redução. Os dados foram consultados pelo g1 nesta quarta-feira (27) junto ao painel de dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Em outubro, os casos de Covid no estado dobraram em relação a setembro — antes do final do mês, o Piauí já registrou 5,4 mil casos, enquanto o número de mortes aumentou 15% em relação ao registrado no mês anterior.

Especialistas apontam “falta de monitoramento” de variantes do coronavírus e da circulação de pessoas como possíveis causas para o aumento de casos.

O g1 tentou, mas não conseguiu contato com integrantes do Comitê de Operações Emergenciais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) até o fechamento da reportagem.

Casos e mortes por Covid no Piauí voltam a subir em outubro após cinco meses em queda — Foto: Reprodução/Sesapi

Casos aumentaram 50% em relação ao mês anterior

 

No estado, desde o início do efeito massivo da vacinação contra a Covid-19, em maio de 2021, os casos tiveram uma queda de quase 90%.

Os testes positivos estavam em mais de 34 mil em abril (maior quantidade de casos em um mês desde o início da pandemia) e caíram para pouco mais de 2,7 mil em setembro.

Em outubro, contudo, os casos dobraram em relação ao mês anterior, se aproximando da marca de agosto. Antes do fim do mês de outubro, o estado já registrou 5,4 mil casos.

O total ainda é baixo em relação ao pico de casos, mas já acende o alerta para especialistas na área, que apontam surtos em cidades do interior do estado. Algumas já voltaram a decretar medidas restritivas para conter o avanço da doença.

“Pesquisas indicam que quem não tomou nenhuma dose da vacina é que está adoecendo mais. Junto disso, tem a abertura total das atividades sem monitoramento, tudo está aberto ao mesmo tempo e não há investigação sobre qual área está fazendo esses casos aumentarem, se não há uma busca ativa, não se sabe como agir”, declarou o pesquisador Emídio Matos, doutor em biomedicina e coordenador do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade Federal do Piauí.

Carlos Henrique Nery Costa, médico infectologista e pesquisador da área, analisou de forma semelhante à alta, mas destacou a falta de pesquisas quanto ao avanço da variante Delta no estado. A eficácia de algumas vacinas contra a variante tem redução após 90 dias, o que poderia explicar o avanço dos casos.

“Nós não temos informações detalhadas no Piauí sobre o sequenciamento das variantes, estamos bem atrasados em relação a isso, Até temos equipamento, mas ainda faremos aqui o primeiro sequenciamento”, informou.

Fonte: G1 Piauí

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