O Fantástico teve acesso a vídeos exclusivos da investigação Operação Penalidade Máxima, que investiga manipulação de resultados que sacode o futebol brasileiro desde fevereiro.
– Moraes, você é brabo.
Moraes é o lateral que atuava no Juventude em 2022. A mensagem é de um dos apostadores. Depois de aceitar participar do esquema que está sob investigação, o jogador fez acordo com o Ministério Público de Goiás e admitiu envolvimento no esquema dos jogos do Campeonato Brasileiro das séries A e B de 2022 e também em alguns jogos de estaduais deste ano.
– Eu tô com contato no Campeonato Mineiro, tô com contato no Campeonato Paranaense, tô com contato no Campeonato Paulista – diz Thiago Chambó, um dos articulados do esquema, em material recolhido pelo MP-GO.

Segundo os promotores, o grupo investigado era liderado por Bruno Lopes, que se apresentava como empresário de jogadores. Os suspeitos se dividem em dois núclelos: o dos apostadores, que aliciavam atletas para forjar lances durante os jogos e que ainda faziam as apostas nos sites, e também o núcleo dos financiadores. Cabia a esse grupo fornecer o dinheiro para o pagamento dos jogadores aliciados.

– O que nós percebemos é que os apostadores se uniam aos jogadores aliciados pra tentar manipular as apostas para garantir um ganho elevado, um volume elevado. Um ganho financeiro mesmo e que foge da sorte inerente ao jogo. Os jogos manipulados eram eventos encomendados e você busca lucrar em cima disso – diz o promotor Fernando Cesconetto, do MP de Goiás.





