Os Estados Unidos destruíram embarcações iranianas no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), após uma série de ataques atribuídos ao Irã contra navios militares e comerciais na região estratégica do Golfo Pérsico.
De acordo com o chefe do Comando Central dos EUA, o almirante Bradley Cooper, forças iranianas lançaram mísseis de cruzeiro, drones e utilizaram pequenas embarcações em investidas contra alvos protegidos pela Marinha americana.
Como resposta, helicópteros militares dos modelos Apache e Seahawk foram acionados e destruíram seis embarcações iranianas, segundo o comandante. Posteriormente, o ex-presidente Donald Trump afirmou que o número de barcos destruídos chegou a sete.
O comandante americano destacou que a atuação dos EUA na região não se configura como escolta direta, mas sim como um sistema defensivo mais amplo, com múltiplas camadas de proteção que incluem navios, aeronaves e recursos de guerra eletrônica.
A escalada de tensão ocorre em um momento delicado, com um cessar-fogo em vigor há quase um mês. Questionado sobre a continuidade do acordo, Cooper evitou confirmar se ele foi encerrado.
Segundo ele, a presença militar americana no Estreito de Ormuz tem caráter defensivo, com o objetivo de garantir a segurança da navegação comercial e permitir a saída de embarcações do Golfo Pérsico.
O episódio aumenta a pressão internacional sobre a estabilidade da região, considerada uma das mais estratégicas para o transporte global de petróleo. Autoridades seguem monitorando a situação e não há confirmação oficial sobre novos desdobramentos até o momento.



