O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende manter por muito tempo a atual postura de tolerância em relação ao Irã e voltou a pressionar o governo iraniano por um acordo com Washington. A declaração foi dada durante entrevista exibida na quinta-feira (14) pela Fox News.
“Não serei muito mais paciente. Eles deveriam fazer um acordo”, declarou Trump ao comentar as negociações envolvendo o programa nuclear iraniano e o conflito no Oriente Médio.
Durante a entrevista, o presidente norte-americano também mencionou o líder chinês Xi Jinping e afirmou acreditar que Pequim pode exercer influência sobre Teerã. Segundo Trump, os representantes iranianos envolvidos nas negociações têm adotado uma postura considerada “razoável”.
Ao comentar o enriquecimento de urânio pelo Irã, Trump disse que o estoque nuclear poderia ser enterrado, mas afirmou preferir que o material seja entregue aos Estados Unidos. Para ele, esconder o urânio seria apenas “um ato de relações públicas”.
As declarações acontecem em meio à tensão provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que segue em cessar-fogo, mas ainda sem garantias de estabilidade. Nesta semana, Trump classificou como “estúpida” e “lixo” a proposta apresentada por Teerã para encerrar o conflito e afirmou que a trégua permanece “por um fio”.
O governo iraniano também elevou o tom. Um porta-voz do Parlamento do Irã afirmou que o país poderá avaliar o enriquecimento de urânio a 90% de pureza caso os Estados Unidos retomem ataques militares. Esse nível é considerado suficiente para a produção de uma ogiva nuclear.
Enquanto o impasse diplomático continua, o custo da guerra já preocupa autoridades norte-americanas. Segundo informações divulgadas no Congresso dos EUA, o conflito já consumiu cerca de US$ 29 bilhões dos cofres públicos, valor equivalente a aproximadamente R$ 142 bilhões.
De acordo com o Pentágono, os gastos incluem operações militares, reposição de equipamentos e reparos em sistemas utilizados durante o confronto. O valor supera em US$ 4 bilhões a estimativa apresentada anteriormente pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Apesar das críticas de parlamentares democratas e republicanos sobre a duração da guerra, integrantes do governo Trump negam que o conflito tenha se transformado em um desgaste militar prolongado. O presidente dos EUA e aliados seguem defendendo o fortalecimento das Forças Armadas, com investimentos em drones, defesa antimísseis e embarcações militares.



