Irã chama proposta de paz de generosa e Trump reage com críticas

Participe do nosso grupo de Whatsap

O Irã afirmou nesta segunda-feira que a proposta enviada aos Estados Unidos para encerrar a guerra é “legítima e generosa”, enquanto o presidente norte-americano Donald Trump classificou os termos apresentados por Teerã como “totalmente inaceitáveis”.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, o governo iraniano não exige concessões além do encerramento das sanções e do bloqueio imposto pelos EUA. Em coletiva, ele afirmou que o país quer o fim da guerra, a liberação de ativos financeiros congelados e o encerramento das restrições econômicas impostas por Washington.

O governo iraniano também pediu garantias internacionais para a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.

As negociações ainda incluem o programa nuclear iraniano. De acordo com informações divulgadas pelo Wall Street Journal, Teerã aceitaria reduzir parte do urânio enriquecido e enviar outra parcela para um terceiro país, mas rejeita desmontar equipamentos nucleares e descarta uma suspensão de longo prazo do enriquecimento.

Os pedidos iranianos teriam sido transmitidos aos Estados Unidos pelo governo do Paquistão no último domingo. Mesmo com o avanço das conversas, autoridades iranianas continuam classificando as exigências americanas como unilaterais e sem equilíbrio diplomático.

Donald Trump reagiu nas redes sociais e rejeitou a proposta apresentada pelo Irã. Em publicação na Truth Social, o presidente dos EUA afirmou que não aprovou os termos negociados.

A tensão internacional também aumentou no Estreito de Ormuz. França e Reino Unido discutem a formação de uma coalizão para restabelecer a circulação marítima na região, bloqueada pelo Irã desde março. O movimento europeu provocou reação imediata de Teerã, que alertou os países sobre possíveis consequências caso haja presença militar no estreito.

Os ministros da Defesa britânico e francês devem se reunir por videoconferência para discutir medidas de atuação na área. O governo francês, porém, negou qualquer decisão sobre envio de tropas para a região.

O impacto do bloqueio já afeta o comércio marítimo internacional. Segundo autoridades britânicas, cerca de 1.500 embarcações e 20 mil tripulantes seguem retidos nas proximidades do estreito.

Mesmo com um cessar-fogo considerado frágil desde abril, confrontos isolados continuam sendo registrados. Os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto Israel afirma que a guerra ainda não terminou.

O Conselho de Segurança da ONU também foi acionado por EUA e países do Golfo após novos impasses envolvendo a navegação no Estreito de Ormuz. Washington e Bahrein apresentaram uma proposta de resolução contra o Irã, mas a Rússia sinalizou que pode vetar o texto.

Publicidade

Matérias Relacionadas

Deixe um comentário

Aviso: os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não refletem a opinião do Portal Integração. É proibida a inclusão de comentários que violem a lei, a moral e os princípios éticos, ou que violem os direitos de terceiros. O Portal Integração reserva-se o direito de remover, sem aviso prévio, comentários que não estejam em conformidade com os critérios estabelecidos neste aviso.