As negociações entre Irã e Estados Unidos para um acordo de cessar-fogo provisório voltaram ao centro das atenções nesta terça-feira (2), após veículos de imprensa iranianos indicarem que as conversas continuam em andamento. A sinalização ocorre dias depois de relatos sobre uma possível suspensão do diálogo em razão dos ataques israelenses a Beirute.
Segundo a agência semioficial Mehr, a proposta final apresentada por Teerã ainda está sendo analisada pelas partes envolvidas. Já a agência estatal Tasnim havia informado anteriormente que as tratativas estavam interrompidas devido à escalada militar no Líbano.
Apesar da retomada do diálogo, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país poderá abandonar o caminho diplomático caso os ataques israelenses continuem. Em publicação nas redes sociais, após conversa com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, ele declarou que o Irã poderá reagir diretamente se as ofensivas persistirem.
O cenário amplia as preocupações sobre uma possível expansão do conflito regional. Enquanto o governo norte-americano mantém esforços para consolidar um acordo de paz, episódios de confronto entre Irã e Estados Unidos continuaram sendo registrados nos últimos dias, mesmo durante tentativas de cessar-fogo.
A tensão também alcança rotas estratégicas do comércio internacional. O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, Esmaeil Qaani, ameaçou ampliar restrições marítimas para além do Estreito de Ormuz, citando o Estreito de Bab el-Mandeb, área considerada fundamental para o transporte global de energia.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel teve início no fim de fevereiro e já provocou milhares de mortes, além de impactos econômicos e militares em diferentes países do Oriente Médio. A situação também se estendeu ao Líbano, onde confrontos entre Israel e o Hezbollah intensificaram a instabilidade regional.
As negociações seguem sem definição oficial, enquanto líderes internacionais acompanham os desdobramentos e avaliam os próximos passos para evitar uma nova escalada da guerra.



