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Jovem que saiu de Wall Ferraz PI para morar em Israel palestra no Salivag sobre persistir nos sonhos

 Foto/Reprodução: Cidades na Net

 

O Salivag 2019, em sua sétima edição e seguindo o ritmo dos anteriores, veio com a proposta de trazer ao público participante as mais diversas áreas a serem palestradas. Durante a manhã desta quinta-feira (12) uma das palestras foi ministrada pelo jovem João Ricardo de Morais.

João Ricardo é um jovem de 18 anos, nascido no município de Wall Ferraz, interior do Centro-Sul Piauiense, e que desde muito cedo manteve em seu coração sonhos ambiciosos e ousados. O tamanho de nenhum deles foi capaz de paralisar o garoto.

Aos 13 anos de idade já sabia o que queria para sua vida: cursar Ciências Políticas. Fora do Brasil. Um jovem de classe média que poderia desistir do sonho ao raciocinar os muitos entraves que teria que enfrentar, tais como a família, o lado financeiro, cultural, e até mesmo saber dominar uma outra língua que não fosse a sua.

Ele começou então a economizar o dinheiro do lanche, na intenção de não ter que preocupar e nem assustar aos pais com o valor que poderia ser preciso. Utilizou uma das ferramentas que se tornou fundamental nesse processo: a internet. Com ela, aprendeu a falar inglês. Não fluentemente, mas dominava, conseguindo compreender e até redigir redações corretamente.

Foto/Reprodução: Cidades na Net

Ousou e contou aos pais sobre o sonho que, mesmo achando grande, sabiam que ele conseguiria chegar onde propusera. Não imaginavam eles que seria tão rápido. Pesquisando bolsas de estudos, João Ricardo conheceu a International Baccalaureate (IB), representante do Brasil na Eastern Mediterranean International School, localizada em Tel Avil, Israel.

Contou aos pais que participaria de uma espécie de seleção, mas pediu que não criassem expectativas, pois apenas três pessoas de cada país eram classificadas e aquilo serviria mais como experiência para a próxima tentativa. “Não sabia se dizia aquilo para convencer minha mãe ou a mim mesmo”, disse ele durante a palestra.

A internet, mais uma vez, o ajudou. A seleção foi feita online e, segundo relatos do jovem, ao abrir a porta de seu quarto, ao fim da conversa com os entrevistadores, sabia que teria uma grande missão pela frente, pois viu nos olhos dos pais a certeza de que estava seguindo o rumo certo.

João Ricardo foi um dos três alunos aprovados e logo mudou-se para Israel. Agora, com a responsabilidade de viver em um local totalmente longe e de costumes inimaginavelmente diferente dos seus. E hoje, após dois anos morando em Tel Aviv, o jovem volta para o Piauí e conta as experiências que viveu nesse período no Salivag, com a palestra “Jovens e o futuro do Brasil: Diálogo sobre a importação dos sonhos, pensamento crítico e empenho social na juventude”.

A intenção de João Ricardo hoje é mostrar que os jovens devem ousar nos seus sonhos e serem protagonistas de suas próprias histórias. Ao tempo em que a internet foi sua grande aliada, ele ponderou que ela também tem seu lado opressor.

“A era da internet é muito rápida e isso exerce sobre nós uma pressão que acabamos não oferecendo aquilo que poderíamos. Eu diria que o passo inicial para o jovem é conhecer seu protagonismo e sua responsabilidade social. Que seja o alvo do conhecimento. O que me fez entender que eu tinha essa responsabilidade social foi a autorreflexão que comecei a ter. comecei a enxergar os problemas e perceber que eu tinha compromisso com aquilo, que eu tinha que fazer algo que, como cidadão, precisava achar uma solução. O protagonismo é você estar à frente de sua própria história. É procurar sua paixão, primeiramente, para desenvolver seus próprios sonhos. E, quando você já tem isso em mente, a sua trajetória, você vai e assume essa responsabilidade de oferecer as coisas boas que você adquiriu para a sociedade”, disse ele.

Ao final de sua palestra, no momento de discussões, Rubens Leal, ex-professor de história e geografia de João Ricardo, fez algumas considerações sobre a participação que teve na vida do garoto enquanto um sonhador e disse estar orgulhoso de estar vendo o jovem ir tão longe.

“É um sentimento de dever cumprido quando a gente percebe a maturidade que o João Ricardo adquiriu nesse período de intercâmbio no exterior, a gente percebe o quanto foi fundamental pra formação desse conhecimento. João Ricardo é um jovem preparado, que deve seguir a carreira diplomática, e quando soube que ele viria para esse evento tão importante para a nossa região, fiz questão de abrir uma lacuna no meu horário, que é bastante corrido, e vim participar desse momento que eu acho interessantíssimo. Saber dessa relação que o Brasil tem com o exterior através de quem vive lá representando o país é de uma experiência ímpar. É sentir uma parte minha lá fora. Me senti pegando o voo com ele, até porque participei de todo o processo de seletivo para que ele pudesse estudar em Israel, atuando em cada etapa. E ver ele vencer esse projeto e realizar esse sonho, na realidade é, também, uma extensão da realização de sonhos meus”, declarou.

João Ricardo parabenizou a organização do evento, que proporciona à toda a sociedade a absorção cultural. “O Salivag é um evento que tem me marcado há muito tempo. Toda essa ideia de trazer cultura à nossa região e fazer com que nós jovens venhamos a enxergar essa cultura é uma maravilha. É um evento que gosto muito. Para mim, é o melhor evento do ano. E esse ano já dei uma passada pelos estandes e já pude ver que está muito organizado e tem muito o que oferecer à população. Espero que as pessoas façam bom proveito disso”, disse.

João Ricardo retorna para Israel ao final de outubro, agora não mais como aluno, mas como líder de projetos, onde receberá por seu trabalho. Segundo ele, até o final do prazo de um ano, ele quer desenvolver um trabalho específico para o Oriente Médio, dando, assim, sua contribuição internacional.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Cidades na Net

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