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Crônicas

O primeiro dia de aula

Na semana passada, quando tomou conhecimento de que as minhas netas Helena e Olívia, 03 anos, gêmeas, iriam estudar no Colégio Paulo Freire, em Oeiras, a tia Amália Campos, 98 anos, me disse que muito gostaria de ver tais crianças no seu primeiro dia de aula, hoje (1º.09.2021).

Acrescentou que desejaria dar uma lembrancinha às novas estudantes. Antiga professora primária continua tendo interesse na educação infanto-juvenil. Porque esta data coincide com o início da Semana da Pátria, ordenou a compra de duas bandeiras do Brasil para presentear as suas sobrinhas. Escreveu um oferecimento num pedaço de papel e mandou colar em cada mastro.

Nesta manhã radiosa, Helena e Olívia acordaram cedo. Muito entusiasmadas, tomaram café, vestiram suas fardas, apossaram-se de suas mochilas e rumaram para a escola.

Antes, passaram pela casa do vovô Joel. Foram recebidas, no terraço, pela tia Amália que demonstrou muita satisfação. A velha professora pronunciou cativantes palavras para as suas sobrinhas. Fez questão de mostrar um retrato da educadora Rita de Cássia Campos, sua irmã, falecida, e um outro seu, quando se formou na Escola Normal Oficial de Teresina, 1942. Mostrou um antigo caderno seu onde se leem apontamentos de ensino, letras de músicas infantis e hinos cívicos. Mas foi logo esclarecendo que não iria doar às visitantes aquele seu estimado material didático.

O Paulo Freire se situa próximo à residência da minha família. As meninas, de bandeira em punho, ao saírem a pé para o colégio, a tia Amália resolveu acompanhá-las. Foi conduzida em sua cadeira de rodas até a calçada quando se despediu e abençoou as pequerruchas.

As professoras fizeram uma festa na chegada da Helena e Olívia. Em seguida, foram adentrando na sala de aulas os seus coleguinhas. Começaram a brincar, desenhar, correr. Muito diferente quando comecei a estudar no Grupo Escolar Costa Alvarenga, em 1965.

Em dado momento, as turmas se postaram na frente do colégio para o hasteamento da Bandeira brasileira e execução do Hino Nacional. Nesta hora, orientadas, as crianças postaram a mão direita sobre o peito. Chorei!…

 

 

 

 

 

 

 

Por Carlos Rubem

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