A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) uma operação de grande porte contra um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão no país. A ação ocorre simultaneamente em nove estados e no Distrito Federal.
A investigação atinge diretamente figuras conhecidas do cenário musical e digital, incluindo os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que foram presos durante o cumprimento dos mandados judiciais. A ofensiva amplia o debate sobre o uso de estruturas financeiras paralelas para ocultação de recursos.
Batizada de Operação Narcofluxo, a ação mobiliza cerca de 200 policiais federais no cumprimento de 90 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal em Santos, responsável pela condução do caso.
Segundo a PF, o grupo investigado utilizava mecanismos complexos para ocultar a origem de valores, incluindo movimentações em espécie, transações com criptoativos e operações financeiras de alto valor. O objetivo seria dissimular recursos provenientes de atividades ilícitas.
A prisão de MC Ryan SP ocorreu durante uma festa no litoral paulista, enquanto MC Poze do Rodo foi detido em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão no Rio de Janeiro. A defesa de Poze informou que ainda não teve acesso ao conteúdo completo do processo.
Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram encontradas armas e objetos considerados simbólicos dentro do contexto da investigação, reforçando indícios de ligação com atividades criminosas.
As autoridades também determinaram o sequestro de bens dos investigados como forma de impedir a continuidade das operações financeiras suspeitas. A medida é comum em casos de lavagem de dinheiro e busca preservar valores para eventual ressarcimento.
A operação se estende por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás. A atuação integrada reforça o caráter nacional da organização investigada.
Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações continuam em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.



