Operação Narcofluxo prende dono da Choquei e amplia apuração

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A Polícia Federal prendeu Raphael Sousa, apontado como criador dos perfis Choquei, durante a Operação Narcofluxo, que também resultou na detenção dos MCs Ryan e Poze do Rodo. A ação investiga uma estrutura organizada voltada à movimentação de recursos de origem ilícita em grande escala.

Segundo os investigadores, o influenciador atuava como operador de mídia do grupo, sendo responsável por gerenciar a imagem pública dos artistas e impulsionar conteúdos favoráveis nas redes sociais. A atuação incluía ainda a promoção de plataformas digitais e estratégias para conter crises relacionadas às investigações.

Com milhões de seguidores acumulados — ultrapassando 27 milhões apenas no Instagram — os perfis associados à Choquei teriam papel estratégico na ampliação do alcance das ações digitais do grupo. A visibilidade teria contribuído para potencializar atividades sob suspeita.

A Polícia Federal aponta que o esquema envolvia práticas de lavagem de dinheiro, com uso de mecanismos para ocultar valores, incluindo transações com criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações financeiras complexas. O volume movimentado ultrapassa R$ 1,6 bilhão, segundo estimativas oficiais.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições patrimoniais dos investigados. O objetivo é interromper a continuidade das atividades consideradas ilícitas e garantir recursos para possível ressarcimento.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. O material será analisado para aprofundar o mapeamento da estrutura investigada.

A defesa de Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso ao conteúdo do mandado de prisão, mas afirmou que irá se manifestar judicialmente. Até o momento, não houve retorno da assessoria de Raphael Sousa.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso amplia o debate sobre o uso de redes sociais na articulação de estruturas financeiras sob suspeita no país.

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