Secretaria apela para igreja, busca ativa e convoca pais para vacinação

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A um dia para encerrar a campanha nacional de vacinação contra poliomielite e sarampo, 136 cidades dos 224 municípios piauienses não conseguiram atingir a meta de 95% do público-alvo. 

Para evitar que a campanha tenha baixa cobertura, a Secretaria Estadual de Saúde está fazendo apelo a igreja, realizando busca ativa nas escolas e convocando os pais para vacinação. As autoridades de saúde temem risco da doença voltar ao país.

Os profissionais de saúde estão realizando uma busca ativa de crianças que ainda não receberam a dose da vacina, com agentes comunitárias de saúde conversando com professores na escolas. A busca ativa é em parceria com o Programa Saúde na Escola para identificação dos estudantes não vacinados. Aqueles que optarem em não vacinar deverão assinar um termo de recusa, informando que foram procurados, mas que optaram por deixar o filho sem a imunização.

“Desde o momento em que foi prorrogado o prazo, pediu-se muito que fossem utilizadas outras estratégias. Uma delas foi a flexibilização e também essa busca ativa nas escolas, principalmente, uma vez que o público-alvo também se encontra nas escolas, mas também em igrejas, associações.  Pedir ajuda para que toda essa comunicação seja feita e que os pais e responsáveis possam levar suas crianças nas unidades de saúde”, explica Hérlon Guimarães, diretor de Vigilância e Atenção à Saúde da Sesapi.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, ele também chamou a atenção dos órgãos municipais de saúde do interior do Estado que não têm repassado com agilidade os dados da campanha.

“Existe um monitoramento por parte da Sesapi que é em relação aos dados colocados no sistema. Percebemos que têm municípios que estão há quase um mês que não alimentam o sistema. A gente pede que a esses municípios que possam colocar esses dados para que a gente enxergue com fidedignidade o que realmente já fizemos de vacina no Piauí”, pontua Guimarães.

O diretor de Vigilância e Atenção à Saúde da Sesapi reforça o poder de letalidade da poliomielite e sarampo.

“Estamos a cada ano não conseguindo atingir a meta, deixando essa porta aberta e aí o vírus começa a aparecer no Brasil e temos vários problemas. A doença tem um poder de letalidade grave. Por conta do nosso sistema de imunização, temos controlado. Mas se a doença realmente retornar, o poder de letalidade é grave. As pessoas não têm mais conhecimento de quanto são graves as doenças e teremos problemas muito maiores”, destacou Hérlon Guimarães.

Devem ser vacinadas crianças maiores de um até menores de cinco anos, independentemente de quantas doses tomou durante a vida. As crianças que não tiveram cadernetas de vacinação também devem ser levados aos postos de saúde.

“Nosso profissionais vão fornecer novas cadernetas e assim a gente colocar todo o registro em dia. Estamos a um dia do fim da campanha. Pedimos a sensibilização de todos para que levem suas crianças”, finaliza o diretor de Vigilância e Atenção à Saúde da Sesapi

Fonte:Cidade verde

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