Caso Profeta: Pais se reúnem com corregedor e pedem filhos de volta

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Uma comissão formada pelos pais das crianças que foram levadas a abrigos por estarem seguindo o “profeta do fim do mundo” estão reunidos com o corregedor Francisco Paes Landim. Eles querem a devolução dos menores para a família.

 

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As crianças e adolescentes estão há 12 dias nos abrigos. Elas foram retiradas do convívio familiar porque os pais estavam seguindo o “profeta” e também sob o argumento de que eles não estariam frequentando a escola, o que configura abandono intelectual.

 

De acordo com o corregedor, a justiça já está providenciando a devolução dos menores. “O processo demora um pouco porque a juíza tem que ouvir o Ministério Público e uma comissão interdisciplinar antes de se pronunciar, mas a juíza se comprometeu a resolver o mais rápido possível”, disse o desembargador.

 

Um dos pais, que é mestre de obras e tem três filhos no abrigo, disse que as crianças estão sofrendo por sentirem falta da família e que choram todos os dias. “Eu tenho dois adolescentes e uma filha de quatro anos. Ela chora toda noite e não quer mais comer. Queremos, pelo menos, que a juíza conceda a devolução das crianças, para que elas fiquem em casa, enquanto corre o processo”, pediu.

 

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O pai explicou que não seguia o “profeta” apenas por acreditar no fim do mundo. “Eram os ensinamentos que chamavam atenção. Ele dizia que não era para usar drogas, não era para se prostituir e nós achamos que isso era bom para as crianças. Não vimos nada que prejudicasse a família”, destacou.
O mestre de obras negou que os filhos estivessem fora da escola. “Tenho filho na 8ª série, outro na 5ª. A menina estava frequentando a escola, mas não era registrada. Podem perguntar, ela sabe todo o alfabeto”, alegou. O pai acrescentou que nem ele, nem a esposa, continuam seguindo o “profeta do fim do mundo”.
Cidade Verde

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