A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, por unanimidade, manter a proibição da venda de cigarros eletrônicos no Brasil. A decisão foi tomada após avaliação do impacto da proibição e considerando o cenário regulatório internacional, as manifestações científicas e a consulta pública.
O relatório da Anvisa apontou um aumento no uso de cigarros eletrônicos entre jovens em países onde são permitidos, como EUA e Reino Unido, e destacou a falta de estudos de longo prazo sobre os riscos. Além disso, foi observado que os dispositivos podem conter altos níveis de nicotina, aumentando o potencial de dependência.
Diretores da Anvisa e especialistas em saúde pública defenderam a proibição, citando os riscos à saúde e o impacto nas políticas de controle do tabaco. Por outro lado, representantes da indústria e do setor hoteleiro argumentaram pela regulamentação, visando controle sanitário e arrecadação de impostos.
A indústria do tabaco contesta o relatório da Anvisa, defendendo a liberação com base na redução de danos e no aumento da arrecadação fiscal. No entanto, instituições médicas e entidades de saúde pública apoiam a decisão da Anvisa, destacando os prejuízos dos vapes à saúde e seu impacto nas políticas antitabagismo. De acordo com reportagem do G1





