A Justiça do Piauí liberou três policiais militares envolvidos na morte do caminhoneiro Francisco Pereira da Silva Neto, ocorrida em novembro de 2024, após uma troca de tiros durante uma perseguição policial. A decisão judicial gerou revolta na família da vítima, que questiona a falta de respostas sobre o caso e a rapidez com que os policiais foram soltos.
A viúva de Francisco Neto, Iraildes Paiva, expressou sua indignação com a decisão judicial em entrevista à TV Antena 10. Segundo ela, “não existe justiça para quem é pobre”. Iraildes criticou a soltura dos policiais e a falta de informações sobre a investigação, como a reconstituição do crime e os laudos periciais.
O caminhoneiro foi atingido por um disparo de arma de fogo enquanto trabalhava em seu veículo, no dia 10 de novembro de 2024, no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois.
A família de Francisco Neto questiona como os policiais, que foram presos em dezembro, conseguiram a liberdade tão rapidamente. A viúva afirmou que o caminhão do marido permanece parado em frente à casa, como um lembrete constante da tragédia.
Os três policiais militares envolvidos no caso, dois sargentos e um subtenente, foram soltos no dia 15 de janeiro, após decisão do juiz Raimundo José de Macau Furtado, da Vara Militar do Estado do Piauí. A soltura foi concedida sob a imposição de medidas cautelares.
O Ministério Público do Piauí havia pedido a prisão dos policiais, alegando que eles teriam disparado contra o caminhoneiro durante uma troca de tiros com assaltantes. No entanto, a Justiça entendeu que as provas apresentadas não eram suficientes para mantê-los presos.
Informações: Portal A10+







