Um casal pernambucano que se casou nove meses após a mulher ganhar R$ 103 milhões na Mega-Sena agora trava uma batalha judicial milionária. O ex-marido alega que tinha direito a metade do prêmio e que a ex-esposa agiu de má-fé ao pedir o divórcio logo após o sorteio. A Justiça já bloqueou parte dos bens da ganhadora, mas o caso segue em aberto.
Uma história de amor, dinheiro e desavença judicial marca a vida de um casal pernambucano. Em 2020, a vida de uma mulher, então dona de uma barraca de lanches, mudou radicalmente ao ganhar R$ 103 milhões na Mega-Sena. Pouco mais de três semanas após o sorteio, ela se casou com um motorista de kombi. No entanto, a união durou apenas nove meses e, desde então, os ex-companheiros travam uma batalha judicial milionária.
O ex-marido alega que tinha direito a metade do prêmio, já que o casal vivia em união estável antes do casamento. Ele afirma que a ex-esposa agiu de maneira “maquiavélica e sorrateira” ao pedir o divórcio logo após o sorteio e retirar o dinheiro de uma suposta conta conjunta. A defesa da mulher, por sua vez, nega as acusações e afirma que o casamento foi breve e que não houve união estável.
A disputa judicial se concentra em torno da questão da união estável. O homem argumenta que o relacionamento do casal era duradouro, público e com intenção de constituir família. Já a mulher afirma que o relacionamento foi curto e que eles não moravam juntos. A Justiça ainda precisa decidir se o relacionamento do casal se enquadra na definição legal de união estável.
Além da questão da união estável, outra disputa se concentra em torno da origem do dinheiro da aposta. O homem afirma que os números da sorte e o dinheiro da aposta eram dele. A mulher nega e afirma que a aposta foi feita com o seu próprio dinheiro.
A Justiça já tomou algumas decisões no caso. Em dezembro de 2023, um juiz determinou o bloqueio de 50% dos bens da mulher, o equivalente a R$ 66 milhões. No entanto, a decisão ainda não é definitiva e o caso segue em tramitação.
Fonte: Metrópoles







