Áudio da PF expõe plano de ação até o último dia de mandato de Bolsonaro.
Um áudio divulgado pela Polícia Federal (PF) no domingo (23) revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não considerava a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um obstáculo para a concretização de um golpe de Estado. A informação foi divulgada pelo general da reserva Mario Fernandes em conversa com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Detalhes da Gravação
O material, extraído de dispositivos apreendidos durante investigação sobre atos contra o Estado Democrático de Direito, expõe que Bolsonaro teria afirmado que “qualquer ação” poderia ser tomada até 31 de dezembro de 2022, data limite de seu mandato. A diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu em 12 de dezembro daquele ano.
“Cid, boa noite. Meu amigo, antes de mais nada, me desculpa estar te incomodando no hoje, mas, porra, a gente não pode perder oportunidade. São duas coisas. A primeira: durante a conversa que eu tive com o presidente [Bolsonaro], ele citou que, pô, o dia 12, pela diplomação do vagabundo [Lula], não seria uma restrição, que qualquer ação nossa pode acontecer ate 31 de dezembro e tudo… Mas, pô, aí na hora eu disse: ‘Pô, presidente, mas o quanto antes… A gente já perdeu tantas oportunidades’”, disse Mario Fernandes.
General Preso e Investigação
Mario Fernandes, preso desde novembro de 2024, é suspeito de planejar a morte de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF investiga a participação do general em uma trama golpista, evidenciada pelo contato com Cid e a sugestão de ação imediata.
A CNN tentou contato com o Exército, Aeronáutica e Marinha para comentar o caso, mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Quem é Mario Fernandes
General da reserva do Exército, Mario Fernandes foi chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele foi indiciado pela PF e denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pela suposta participação na trama golpista.
Informações CNN Brasil







