Proprietários de motocicletas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Picos e cidades vizinhas enfrentam um cenário de exasperação e contratempos ao tentar reaver seus veículos no pátio da corporação. Inúmeras queixas foram registradas nesta terça-feira (22/04), relatando a dificuldade no acesso ao serviço de liberação.
A reportagem apurou a situação no local, onde Fernanda, residente de Oeiras, distante mais de 80 quilômetros, buscava sem sucesso a restituição de sua moto, apreendida em uma fiscalização da PRF. Segundo seu relato, ao chegar ao local indicado para a retirada, o atendimento foi negado pela funcionária responsável pelo pátio. A situação se repetiu para diversos outros cidadãos de diferentes localidades, alguns dos quais pernoitaram no local sem alimentação, conforme suas declarações.
O pátio que retém as motocicletas irregulares apreendidas pela PRF está situado em uma área de difícil acesso no bairro Jardim das Oliveiras, em Picos. A responsabilidade pela entrega dos veículos recai sobre uma empresa terceirizada. A data estipulada para a restituição era esta terça-feira, contudo, o atendimento foi severamente restrito.
Um dos proprietários, que preferiu não se identificar, relatou ter regularizado a documentação de sua moto e comparecido ao local às 7h40, sendo informado da abertura para as 8h. Contudo, até o período da tarde, apenas um número reduzido de pessoas havia sido atendido, gerando indignação e incerteza entre os demais. As tentativas de obter informações da funcionária responsável foram infrutíferas, sendo os proprietários orientados a contatar a Polícia Federal, que, por sua vez, direcionou a demanda à empresa terceirizada.
A apreensão das motocicletas ocorreu durante a Operação Semana Santa da Polícia Rodoviária Federal. Usuários relatam ter chegado ao pátio ainda na madrugada, por volta das 5 horas, sem obter informações concretas sobre a liberação de seus bens. A promessa de atendimento a partir das 8 horas não se concretizou de forma eficiente.
Um proprietário expressou sua frustração após quitar as pendências de sua moto, permanecendo no local desde as 8 horas sem atendimento, senha ou previsão de liberação. A falta de estrutura, como local para sentar e acesso à água, agrava a situação. A informação repassada pela empresa é de que a liberação não ocorreria naquele dia, gerando preocupações quanto aos custos de guincho e diárias de pátio. A necessidade urgente da motocicleta, inclusive para levar filhos à escola, aumenta o desespero dos proprietários.
Segundo relatos, a funcionária responsável não compareceu pela manhã, alegando problemas de saúde, e retornou apenas à tarde, atendendo um número limitado de pessoas antes de interromper o serviço. Um inspetor da PRF teria informado a possibilidade de atendimento até as 19 horas, o que não se concretizou. A ausência de transporte público na região do pátio dificulta o retorno para casa daqueles que não conseguem reaver seus veículos.
A reportagem tentou contato com a Polícia Rodoviária Federal, que confirmou a responsabilidade da empresa terceirizada pela entrega dos veículos. O contato com a empresa não obteve retorno até o fechamento desta edição da edição do Jornal de Picos | TV Cidade Verde de Picos. O espaço permanece aberto para futuros esclarecimentos por parte da empresa.
A situação expõe o transtorno e a dificuldade enfrentados por cidadãos que dependem de seus veículos e buscam regularizar sua situação perante a lei. A morosidade e a falta de informações claras por parte da empresa terceirizada intensificam o sofrimento dos proprietários.
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