O Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) concluiu, nesta quinta-feira (03), o inquérito da Operação Faixa Rosa, que investigou um grupo criminoso integrado por influenciadoras digitais suspeitas de promover o crime nas redes sociais. Ao todo, 19 pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa e apologia ao crime; 18 estão presas preventivamente e uma está foragida.
A investigação revelou que as envolvidas usavam plataformas digitais para exaltar organizações criminosas, ostentar armas, divulgar o tráfico de drogas e incitar a violência. Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão. Com a coleta de provas, a Justiça converteu as prisões temporárias em preventivas.
De acordo com o coordenador do Draco, delegado Charles Pessoa, o material reunido comprova a atuação articulada do grupo. Áudios, vídeos e documentos revelam não apenas o conteúdo criminoso, mas também a estrutura hierárquica da facção. Foram encontrados cadastros internos com dados pessoais dos membros, incluindo apelidos, área de atuação e vínculos hierárquicos. Também foram identificadas normas internas, como a exigência de leitura e aceite do estatuto do grupo.
Segundo o delegado, a operação é um marco no combate à glamourização do crime nas redes. “As redes sociais estão sendo usadas como vitrines para banalizar a violência e atrair jovens em situação de vulnerabilidade. Esta ação visa proteger a juventude e reforçar os valores sociais”, afirmou.
A Operação Faixa Rosa levanta um alerta sobre o impacto das redes na propagação de condutas criminosas e destaca a necessidade de medidas rigorosas contra esse tipo de influência digital.


Fonte: Cidade Verde.







