Seis membros de uma célula do Comando Vermelho foram indiciados pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) por envolvimento com organização criminosa e pelo planejamento de atentados contra autoridades da segurança pública no Piauí. Entre os alvos estava o delegado Charles Pessoa, que liderava ações contra a facção.
O inquérito, conduzido pelo delegado Agenor Ferreira Lima, foi encaminhado ao Judiciário na terça-feira (16). Os indiciados são: Francisco Francilon de Oliveira Sousa, Irisdalva Maria de Oliveira Sousa, Antônio Francisco Gomes dos Santos, Filipe da Silva Moraes, Iago Pereira dos Santos e Fernando Ribeiro Araújo. As investigações apontam que o grupo era comandado de dentro do sistema prisional por Reginaldo José de Oliveira, conhecido como “Reginho”, e Antônio de Deus Pereira Neto, o “Fantasmão”.
Segundo a Polícia Civil, mensagens interceptadas de um celular apreendido revelaram discussões em um grupo de WhatsApp chamado “Prata 925”. Nas conversas, os criminosos mencionavam encomendas de entorpecentes, ameaças a agentes de segurança e vigilância a rivais. Em tom de represália, integrantes citavam que “Teresina ia parar” caso comparsas fossem mortos.
O delegado Júnior Castro informou que a facção chegou a ordenar, via mensagens, que qualquer policial encontrado fosse executado. Essa ordem teria surgido após a morte de um integrante do grupo criminoso, fato que, de acordo com a investigação, motivou o assassinato do cabo Elenilton Araújo Galvão, do 8º BPM.
A Polícia Civil reforçou que a Delegacia de Homicídios continua investigando o caso, buscando confirmar se há ligações diretas entre o crime e as ameaças. A Secretaria de Segurança Pública adotou medidas emergenciais para prevenir novos ataques e proteger agentes em risco.

Reginaldo José de Oliveira Sousa , vulgo “Reginho”
Fonte: Conecta Piauí.







