A Justiça italiana decidiu na audiência de custódia realizada em Roma nesta sexta‑feira, que Carla Zambelli permanecerá presa na penitenciária feminina de Rebibbia, ao menos até a próxima sessão judicial prevista para 13 de agosto. Ela foi detida na terça‑feira anterior, após passar dois meses foragida na Itália, país do qual também é cidadã.
O pedido de extradição ao Brasil foi formalizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por liderar invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o auxílio do hacker Walter Delgatti, sem possibilidade de recurso.
A parlamentar chegou escoltada à audiência, enquanto seu pai aguardava do lado de fora da sala da Quarta Seção Penal, onde o juiz Aldo Morgigni conduziu o processo. Durante as discussões, a defesa pleiteou liberdade, mas o magistrado entendeu que o estado de saúde delicado de Zambelli, mesmo citado por familiares, não foi suficiente para justificar a soltura.
A extradição pode levar cerca de um ano, conforme especialistas consultados pela reportagem. A Justiça italiana ainda analisará se são cumpridos os requisitos legais para o retorno ao Brasil, apesar de Zambelli alegar ser “intocável” por ter cidadania italiana.
A condenação também inclui pena de cinco anos de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em razão de episódio de perseguição armada em São Paulo em 2022.
Fonte: UOL







