O Corinthians anunciou, nesta quinta-feira (14 de agosto de 2025), o rompimento institucional com o Esporte Clube Bahia e o City Football Group, após a contratação do atacante Kauê Furquim. O clube paulista acusa o Bahia de “aliciamento ilícito e imoral” e afirma que não foi informado sobre a negociação. A diretoria corintiana informou que buscará medidas jurídicas e acionará a CBF e a Fifa.
Segundo o Corinthians, o rompimento foi motivado pelo depósito, por parte do Bahia, de R$ 14 milhões — valor equivalente à multa rescisória nacional prevista no contrato do atleta. O clube afirma ter sido surpreendido pela transação e não ter recebido qualquer comunicação prévia sobre o interesse na contratação.
Em nota oficial, o Corinthians repudiou a conduta, classificando-a como “nefasta” e citando a prática recorrente de retirada de jovens talentos do futebol brasileiro por valores considerados reduzidos. Na avaliação do clube, o Bahia teria atuado como mero intermediador do negócio.
De acordo com informações apuradas, o valor pago foi calculado com base na legislação que limita a multa rescisória nacional a duas mil vezes o salário mensal do jogador. Aos 16 anos, Kauê recebia cerca de R$ 7 mil, o que resultou nos R$ 14 milhões. A cláusula de rescisão para transferências ao exterior era de 50 milhões de euros, aproximadamente R$ 330 milhões na cotação atual.
O diretor da base do Corinthians, Carlos Auricchio, conhecido como “Nenê do Posto”, disse que houve desdém na negociação por parte do Bahia e do estafe do jogador, utilizando termos como “oportunismo barato” para classificar a conduta.
Informações CNN Brasil




