PF investiga golpe com uso de foto de delegado para extorsão por pedofilia

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Foto: Mikaela Ramos
Foto: Mikaela Ramos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Aldrabão, que apura um esquema de estelionato e extorsão em vários estados. Os criminosos usavam a imagem de um delegado da PF do Piauí para intimidar vítimas, alegando falsas investigações por crimes de pedofilia.

Segundo as apurações, os golpistas enviavam mensagens afirmando que a pessoa estava sendo investigada. Em seguida, direcionavam o contato para um falso delegado, que exigia dinheiro para encerrar o suposto processo.

O delegado Eduardo Monteiro, da PF do Piauí, explicou que o uso do nome da instituição e da foto de um policial real reforçava a intimidação. As vítimas acreditavam estar diante de uma autoridade e eram coagidas a pagar.

Três pessoas já foram identificadas como vítimas, duas em Minas Gerais e uma no Piauí. Em média, os valores exigidos chegavam a R$ 5 mil. A PF confirmou que houve pagamentos, mas acredita que outras pessoas também tenham sido enganadas.

Os investigadores destacam que não havia ligação das vítimas com crimes de pedofilia. Elas eram escolhidas de forma aleatória e reagiam ao medo de serem incriminadas injustamente.

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, os agentes encontraram um celular que o suspeito tentou destruir escondendo-o em um ralo de banheiro. O material apreendido será periciado para verificar a extensão dos golpes e possíveis novos envolvidos.

O principal investigado já tinha antecedentes criminais e cumpria prisão domiciliar por tráfico de drogas e organização criminosa. A Justiça negou novo pedido de prisão temporária, mantendo-o em regime domiciliar.

As investigações ainda apuram a participação da esposa do suspeito. Uma empresa em nome dela teria sido usada para movimentar os valores extorquidos. A PF analisa se havia conhecimento ou envolvimento direto na fraude.

Foto: Ascom/PF-PI
Foto: Ascom/PF-PI

Fonte: Cidade Verde.

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