A NASA apresentou nesta semana 10 novos candidatos a astronautas, escolhidos entre mais de 8 mil inscritos nos Estados Unidos. O grupo iniciará dois anos de treinamento e, após a conclusão, estará apto a participar de missões em órbita baixa da Terra, da iniciativa Artemis — que prevê o retorno de humanos à Lua — e de futuras expedições a Marte.
Segundo a agência, os selecionados receberão formação em robótica, geologia, línguas estrangeiras, fisiologia espacial e medicina, além de treinamentos de sobrevivência em terra e água, caminhadas espaciais simuladas e pilotagem de aeronaves de alto desempenho. Após a formatura, eles integrarão o quadro ativo de astronautas da NASA, atualmente envolvido em pesquisas na Estação Espacial Internacional.
A diretora do Centro Espacial Johnson, Vanessa Wyche, afirmou que a nova turma representa “os melhores e mais brilhantes dos Estados Unidos” e reforçou que a seleção marca o início de uma nova fase da exploração espacial.
O anúncio também destacou a ênfase do governo norte-americano em formar um grupo “totalmente americano”, em sintonia com o lema político da atual administração. A medida vem acompanhada de cortes orçamentários na agência, criticados por parte de seus servidores.
Entre os escolhidos estão militares, engenheiros, cientistas e médicos, com experiências que incluem missões de combate, pesquisas em Marte, voos na SpaceX e programas de teste da Marinha e da Força Aérea dos EUA. O perfil dos selecionados reúne desde pilotos de caças e helicópteros até especialistas em biomedicina e geologia planetária.
A relação inclui nomes como Ben Bailey, oficial do Exército especializado em helicópteros; Lauren Edgar, geóloga com quase duas décadas de atuação em projetos de exploração marciana; Adam Fuhrmann e Cameron Jones, pilotos de teste da Força Aérea; Yuri Kubo, ex-diretor da SpaceX; Rebecca Lawler, piloto com experiência em missões científicas e comerciais; Anna Menon, ex-integrante da missão Polaris Dawn; além de Imelda Muller, Erin Overcash e Katherine Spies, com histórico em medicina, aviação militar e engenharia aeroespacial.
Com a seleção, a NASA busca reforçar seu quadro para enfrentar os próximos desafios da exploração espacial, em um contexto de disputa geopolítica e de investimentos estratégicos na corrida pela Lua e por Marte.
Fonte: Olhar Digital.







