Durante discurso no parlamento israelense nesta segunda-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a libertação dos últimos 20 reféns sobreviventes mantidos pelo Hamas, defendeu a construção de um “novo Oriente Médio” e pediu que o presidente de Israel conceda perdão ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que responde a um julgamento por corrupção. O pronunciamento, marcado por protestos e aplausos, destacou o papel dos EUA na mediação do cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Em Jerusalém, Trump discursou no Knesset um dia após o anúncio oficial da libertação dos reféns israelenses. O líder americano declarou que o conflito em Gaza havia chegado ao fim e que a libertação dos sobreviventes representava a primeira etapa de um plano de paz de 20 pontos mediado pelos Estados Unidos.
Segundo o republicano, inicia-se agora “uma nova era” para o Oriente Médio. Ele elogiou o enviado especial americano Steve Witkoff, presente no plenário, e parabenizou o esforço diplomático que resultou no cessar-fogo e no acordo de troca de prisioneiros.
Trump também sugeriu que o presidente israelense Isaac Herzog conceda perdão a Netanyahu, mencionando supostos presentes de “champanhe e charutos” e pedindo que o caso não seja tratado com “excessivo rigor”. Netanyahu nega as acusações de fraude, suborno e quebra de confiança que pesam sobre ele desde 2019.
Durante a sessão, dois parlamentares de esquerda exibiram uma placa com a mensagem “Reconheça a Palestina” e foram retirados do plenário, gerando breve interrupção e posterior retomada do discurso sob aplausos.
No campo diplomático, o acordo entre Israel e Hamas prevê, além da libertação dos reféns, a soltura de prisioneiros palestinos e a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. Após o pronunciamento em Israel, Trump seguirá para o Egito, onde participará de uma cúpula regional sobre o futuro de Gaza.
Informações dos sites G1 / CNN Brasil







