Padre flagrado com noiva de fiel em casa paroquial é investigado pela Diocese de Diamantino (MT)

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Padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida — Foto: Reprodução
Padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida — Foto: Reprodução

Um vídeo que mostra o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (MT), ao lado da noiva de um fiel em uma casa paroquial, gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou dúvidas sobre possíveis sanções da Igreja Católica. O município tem pouco mais de 5 mil habitantes. As informações são do g1.

Nas imagens, o noivo aparece arrombando a porta de um quarto e de um banheiro, onde encontra a mulher chorando. O padre, que estava no local, teria se recusado a abrir as portas. Em um áudio divulgado nas redes sociais, Luciano nega qualquer envolvimento com a jovem e afirma que ela havia pedido permissão apenas para tomar banho e trocar de roupa após atividades na igreja.

De acordo com o Código de Direito Canônico da Igreja Católica, os sacerdotes do rito latino são obrigados ao celibato e não podem manter relações afetivas ou sexuais. A violação dessa norma é considerada infração grave e pode resultar em advertência formal, suspensão das funções clericais ou, em casos reincidentes, redução ao estado laical, quando o padre deixa oficialmente o ministério.

A Diocese de Diamantino, responsável pela paróquia, informou em nota que abriu uma investigação para apurar a conduta do sacerdote. O processo será conduzido pelo bispo diocesano, que poderá decidir se o caso será tratado internamente ou encaminhado à Congregação para o Clero, no Vaticano.

O Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Cuiabá informou que não irá se pronunciar, alegando segredo de ofício em processos dessa natureza.

Além da apuração canônica, o caso também chegou à esfera policial. A jovem de 21 anos registrou boletim de ocorrência por divulgação indevida de imagens, após o vídeo ser compartilhado nas redes sociais.

A Igreja afirmou que, além das medidas disciplinares, deve oferecer acompanhamento pastoral ao padre e à comunidade, buscando restaurar a confiança dos fiéis, caso os fatos sejam confirmados.

Fonte: G1 Mato Grosso.

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