Ataques virtuais viram caso de Justiça entre prefeitos e professora no Piauí

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Ataques virtuais viram caso de Justiça entre prefeitos e professora no Piauí
Ataques virtuais viram caso de Justiça entre prefeitos e professora no Piauí

Guilherme Maia e Marlon Sousa pedem indenização de R$ 50 mil após serem chamados de “lixos” e “drogadinhos”; defesa alega direito à liberdade de expressão.

Os prefeitos Guilherme Maia (PSD), de Wall Ferraz, e Marlon Sousa (MDB), de Santa Rosa do Piauí, ingressaram com ação de indenização por danos morais contra a professora Maria Raimunda Ferreira, acusada de publicar vídeos ofensivos nas redes sociais. A ação foi ajuizada em 20 de outubro. As informações são do Portal Cidade Verde.

De acordo com o processo, a professora utiliza a conta @m.raimundaf0 no Instagram para divulgar conteúdos considerados difamatórios, nos quais chama os gestores de “lixos” e “drogadinhos”. Em um dos vídeos, ela afirma que ambos se reúnem para “beber cachaça” e acusa o prefeito de Wall Ferraz de promover festas com uso de drogas. Também atribui ao prefeito de Santa Rosa supostos disparos de arma de fogo após esses encontros.

Em outra publicação, Maria Raimunda chama Guilherme Maia de “burro” e o compara a um animal. Ela ainda acusa Marlon Sousa de fraudar licitações e de utilizar empresas fantasmas em contratos municipais.

Na ação, os prefeitos sustentam que as declarações extrapolam o direito à crítica e configuram imputações criminosas. A petição afirma que as postagens “maculam a honra, a dignidade e a imagem pessoal e institucional” dos gestores, causando abalo moral e questionamentos públicos infundados.

Os autores solicitam decisão liminar para retirada imediata das publicações ofensivas e proibição de novas manifestações contra eles, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Também pedem indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Procurada pela reportagem, Maria Raimunda declarou que apenas exerce seu direito à livre manifestação. “Acredito que vivo em uma democracia, eu tenho todo direito de me manifestar. Não conheço o prefeito de Santa Rosa, apenas comentei o que me foi relatado por moradores”, disse.

O caso está sob análise da Justiça, que decidirá sobre o pedido de liminar e o mérito da ação.

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