Objeto passa a 210 milhões de quilômetros do Sol e revela composição incomum dominada por dióxido de carbono
O cometa interestelar 3I/ATLAS atingiu o periélio — ponto mais próximo do Sol — entre esta quarta (29) e quinta-feira (30), a cerca de 1,4 unidade astronômica (210 milhões de quilômetros), dentro da órbita de Marte. O fenômeno foi confirmado pela Nasa.
Descoberto em julho de 2025 pelo telescópio da rede Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS), no Chile, o corpo celeste despertou o interesse de cientistas por suas características orbitais hiperbólicas, que indicam origem fora do Sistema Solar. Trata-se apenas do terceiro objeto interestelar já identificado em passagem próxima à Terra.
Observações realizadas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelaram que o 3I/ATLAS possui uma coma — nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo — composta predominantemente por dióxido de carbono (CO₂), em proporção oito vezes maior que a de água. Essa composição é considerada inédita entre os cometas conhecidos.
A Nasa reforçou que não há risco de impacto com a Terra, embora o objeto viaje a mais de 210 mil km/h. Devido à alta velocidade, astrônomos correm contra o tempo para coletar o máximo de dados sobre sua estrutura e comportamento.
A Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) anunciou um treinamento global para aprimorar medições orbitais do cometa. O exercício ocorrerá entre 27 de novembro de 2025 e 27 de janeiro de 2026 e será voltado a observatórios credenciados no Minor Planet Center (MPC).







