O ex-jogador Robinho, condenado a 9 anos por estupro na Itália, foi transferido nesta segunda-feira (17) da Penitenciária 2 de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira, unidade voltada à reabilitação. A informação é da Folha de S.Paulo.
O ex-jogador Robinho deixou a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo, e foi transferido nesta segunda-feira (17) para o Centro de Ressocialização de Limeira. A mudança ocorreu após pedido da defesa, confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). A unidade recebe detentos de menor periculosidade e adota rotina baseada em educação, trabalho e cumprimento humanizado da pena.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, para ingressar em um centro de ressocialização o preso não pode ter pena superior a 10 anos e não deve apresentar vínculos com organizações criminosas. A pasta informou que Robinho se enquadra nesses critérios, o que permitiu a transferência.
Robinho cumpre no Brasil a pena de 9 anos de prisão imposta pela Justiça italiana, que o condenou por estupro coletivo praticado em 2013, em Milão. A sentença foi confirmada em todas as instâncias na Itália. Em março de 2024, o Supremo Tribunal Federal homologou a decisão italiana, autorizando a execução da pena em território brasileiro, já que a Constituição impede a extradição de brasileiros natos.
Em agosto deste ano, o STF rejeitou pedido de habeas corpus da defesa, que buscava suspender a prisão. Com isso, o ex-atleta permaneceu detido no sistema prisional paulista.
O caso que levou à condenação ocorreu em janeiro de 2013, em uma boate de Milão. A Justiça italiana concluiu que Robinho e outros cinco homens estupraram uma jovem de origem albanesa. A primeira condenação saiu em 2017, quando o ex-atleta jogava no Atlético-MG. A decisão foi mantida pela Corte de Cassação em 2022, última instância da Itália. Ricardo Falco, amigo do ex-jogador, também foi condenado. Os demais investigados deixaram o país durante as apurações e não chegaram a ser julgados.







