Durante a COP30, realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro de 2025, o plano negociado para limitar o aquecimento global está sendo bloqueado por divergências entre os países, o que pode levar ao fracasso da conferência, segundo a colunista Míriam Leitão, em publicação do site O Globo.
A reportagem mostra que as negociações na COP30 avançam lentamente devido a impasses na definição de mecanismos para abandonar combustíveis fósseis, assegurar financiamento climático e atualizar metas nacionais de emissão. Divergências entre países desenvolvidos e em desenvolvimento impedem um consenso que permita um roteiro eficaz para limitar o aquecimento a 1,5 °C. Além disso, a ausência de compromissos claros nesta fase fragiliza o legado político da conferência.
Segundo a colunista, o principal mecanismo em risco é o chamado “mapa do caminho” que deveria guiar a transição energética em escala global — esse mapa, afirma ela, já “está sendo bloqueado” por interesses conflitantes. A publicação destaca que sem uma definição de prazos, fontes de financiamento e responsabilidades, a conferência está “neste momento fracassando”.
A reportagem aponta que os obstáculos centrais incluem: a falta de clareza sobre desinvestimento em combustíveis fósseis; promessa insuficiente de recursos para adaptação em países vulneráveis; e divulgação tardia ou ausente de novas metas nacionais (NDCs). Essas falhas operacionais minam a confiança de negociadores e observadores de que a conferência possa cumprir seus objetivos.
A escolha do Brasil como anfitrião elevou as expectativas e a visibilidade internacional de Belém. No entanto, as tensões entre urgência climática e interesses econômicos continuam a emperrar decisões concretas. O texto destaca que, se não for possível operacionalizar o roteiro até o fim da COP30, será difícil gerar avanços nas próximas edições do evento — o que coloca em xeque a governança global do clima.




