O presidente Lula defendeu reduzir a jornada de trabalho e isentar a PLR durante a sanção da reforma do Imposto de Renda, nesta quarta-feira (26), no Palácio do Planalto; medidas foram citadas como avanços na política trabalhista, segundo informações da Folha de S.Paulo.
O presidente afirmou que o país precisa atualizar a legislação laboral e avançar na justiça tributária. Durante o evento, Lula reforçou que a jornada atual, prevista na CLT de 1943, não acompanha o ritmo tecnológico. Ele também disse que a isenção da PLR é uma demanda das centrais sindicais e pode ser analisada no próximo mandato.
A cerimônia ocorreu sem a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. A ausência reforçou o clima de tensão entre governo e Legislativo, em meio ao debate sobre a indicação de Jorge Messias ao STF.
Lula sancionou a nova tabela do IR, que passa a valer em 1º de janeiro de 2026. A medida isenta quem ganha até R$ 5.000 e reduz o imposto para quem recebe até R$ 7.350. O governo estima que 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar IR.
A reforma cria o Imposto de Renda Mínimo, que estabelece cobrança adicional para altas rendas. Contribuintes acima de R$ 600 mil por ano poderão pagar até 10%. A proposta busca compensar a renúncia fiscal gerada pela ampliação da faixa de isenção.
Segundo o governo, o impacto será neutralizado com a taxação de lucros e dividendos de residentes no exterior. O relator Arthur Lira afirmou que a isenção da PLR poderá ser discutida após 2026. Estudos divergem sobre o custo fiscal, mas o Ministério da Fazenda aponta equilíbrio.
Durante o evento, representantes sindicais acompanharam o discurso e defenderam avanço na pauta social. Lula reforçou que o país deve buscar desenvolvimento médio e reduzir desigualdades, com mudanças graduais na legislação tributária e trabalhista.
Fonte: Cidade Verde.

