Cometa interestelar 3I/ATLAS apresenta anomalia e intriga comunidade científica

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A partir do canto superior esquerdo: 3I/ATLAS observado pela missão SOHO da ESA/NASA em 15 e 16 de outubro; visto pela sonda Lucy em 16 de setembro; visto como uma combinação de imagens de 11 a 25 de setembro tiradas pela sonda STEREO-A; e observado pela sonda orbital de Marte MAVEN em 9 de outubro — Foto: Observatório Lowell/Qicheng Zhang; NASA/Goddard/SwRI/JHU-APL; NASA/Observatório Lowell/Qicheng Zhang; NASA/Goddard/LASP/CU Boulder
A partir do canto superior esquerdo: 3I/ATLAS observado pela missão SOHO da ESA/NASA em 15 e 16 de outubro; visto pela sonda Lucy em 16 de setembro; visto como uma combinação de imagens de 11 a 25 de setembro tiradas pela sonda STEREO-A; e observado pela sonda orbital de Marte MAVEN em 9 de outubro — Foto: Observatório Lowell/Qicheng Zhang; NASA/Goddard/SwRI/JHU-APL; NASA/Observatório Lowell/Qicheng Zhang; NASA/Goddard/LASP/CU Boulder

O cometa interestelar 3I/ATLAS, identificado pela Nasa em julho, voltou ao centro das atenções após a divulgação de uma imagem recente que revelou uma mudança abrupta em sua estrutura. O objeto, o terceiro visitante interestelar já registrado no sistema solar — após ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019) — tem exibido comportamentos que desafiam explicações tradicionais, segundo informações da DW.

Apesar das anomalias, a Nasa reforça que não há risco de impacto com a Terra. A aproximação máxima será de cerca de 270 milhões de quilômetros, distância considerada totalmente segura.

Primeiro alerta: a formação de uma anticauda

Logo após sua detecção, astrônomos observaram um fenômeno incomum: uma anticauda, jato de material apontando na direção do Sol, ao contrário das caudas convencionais que seguem no sentido oposto. Dados obtidos com o Telescópio Óptico Nórdico, nas Ilhas Canárias, indicaram que essa estrutura continha dióxido de carbono, água, traços de cianeto e uma liga de níquel inédita em processos naturais, semelhante a compostos vistos em produção industrial.

Pesquisadores classificaram o comportamento como “difícil de explicar com os modelos atuais”.

Segundo alerta: o súbito desaparecimento da anticauda

Em 5 de novembro de 2025, uma nova imagem divulgada pela Nasa surpreendeu os especialistas: a anticauda havia desaparecido e sido substituída por uma cauda tradicional, brilhante e expansiva. Estimativas indicam que ela já ultrapassa 56 mil quilômetros, impulsionada por uma perda de massa de cerca de 13% após o periélio e por uma aceleração considerada anômala.

Observações adicionais dos telescópios Hubble e James Webb (JWST) levantaram outras questões:

  • mudança de cor, agora com tons azulados, associada ao monóxido de carbono ionizado;

  • nível extremo de polarização da luz refletida, sem precedentes em cometas conhecidos;

  • oscilações bruscas na atividade do núcleo, incompatíveis com modelos de sublimação.

As anomalias levaram pesquisadores a reavaliar teorias sobre a origem e a composição de objetos interestelares.

Há risco para a Terra?

A Nasa afirma que não, destacando que a trajetória do 3I/ATLAS se mantém estável e distante. Para os especialistas, o cometa representa uma oportunidade científica única para compreender melhor corpos vindos de outros sistemas solares.

O fenômeno pode ser observado por astrônomos amadores com telescópios domésticos, o que já tem gerado grande movimentação nas redes sociais com registros do objeto.

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