A influenciadora Romagaga gravou um vídeo neste domingo para tranquilizar familiares e fãs após deixar a prisão em São Paulo (SP), onde permaneceu detida por cerca de 24 horas. Ela havia sido presa na noite anterior, na Rua Augusta, região central da capital, por desacato e ato obsceno, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública.
No vídeo publicado nas redes sociais, Romagaga afirmou que o período foi difícil, mas destacou que já estava em casa. “Esse vídeo aqui é só para tranquilizar mesmo, tranquilizar também minha mãe, minha família. Foi uma situação bem difícil, mas graças a Deus já estou em casa”, declarou.
Ocorrência foi registrada na região central de São Paulo
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar foi acionada por volta das 10h para atender a uma denúncia feita pela própria influenciadora. Romagaga alegou ter sido roubada pelo gerente de um hotel localizado na Rua Augusta.
O gerente, por outro lado, afirmou à polícia que teria sido ameaçado pela influenciadora. Segundo o relato, Romagaga teria invadido o estabelecimento e tentado danificar uma porta e um computador. Durante a abordagem, foi constatado que o celular não havia sido roubado, já que ela utilizou o aparelho para realizar uma transmissão ao vivo, na qual apareceu nua.
Diante da situação, a influenciadora foi presa em flagrante e conduzida ao 78º Distrito Policial (Jardins), onde o caso foi registrado.
Justiça concede liberdade provisória com medidas cautelares
Romagaga foi solta na manhã deste domingo, após audiência de custódia realizada pela Justiça paulista. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que a influenciadora deverá cumprir medidas cautelares, entre elas não retornar ao local dos fatos, não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial e comparecer mensalmente ao fórum, além de atender a eventuais intimações.
O descumprimento das determinações pode resultar na revogação do benefício e nova prisão.
Defesa aponta violações e denuncia transfobia
A ativista Leonora Áquilla, que acompanhou a defesa de Romagaga ao lado do advogado Roberto Chabuco, afirmou que a influenciadora está abalada com o ocorrido. Segundo ela, houve violações de direitos durante a prisão, incluindo o fato de Romagaga ter sido revistada por policiais homens.
Leonora também declarou que a defesa identificou inconsistências na condução do caso e pretende acionar a Corregedoria da Polícia, alegando que as violações teriam sido motivadas por transfobia. O grupo informou que buscará responsabilizar o Estado pelos fatos ocorridos.







