A China pediu neste domingo que os Estados Unidos libertem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a confirmação de que ele foi capturado por forças americanas durante uma operação militar em larga escala no país sul-americano.
Segundo comunicado oficial divulgado por Pequim, a ação americana fere o direito internacional e a Carta da ONU. O governo chinês também exigiu garantias à integridade física de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, além do fim das tentativas de derrubar o governo venezuelano por meio do uso da força.
Operação dos EUA gera reação internacional
A captura de Maduro foi anunciada no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que tropas americanas realizaram ataques “em grande escala” na Venezuela. De acordo com a Casa Branca, o líder venezuelano foi levado para os Estados Unidos e apresentado às autoridades judiciais em Nova York.
Trump declarou ainda que Washington pretende “administrar” a Venezuela até uma transição de poder, afirmação que gerou forte repercussão diplomática. Especialistas em direito internacional ouvidos pela imprensa internacional avaliam que não há base legal para a intervenção sem autorização do Conselho de Segurança da ONU.
Papa pede prioridade ao povo venezuelano
Um dia após a captura, o Papa Papa Leão 14 se pronunciou no Vaticano e afirmou que o bem-estar da população venezuelana deve prevalecer sobre qualquer outro interesse. O pontífice disse acompanhar a situação com preocupação e defendeu o respeito à soberania do país e aos direitos humanos.
Governo brasileiro condena ataque
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação dos Estados Unidos como violação da soberania venezuelana e alertou para o precedente perigoso que a medida pode abrir na América do Sul. O Itamaraty informou que acompanha os desdobramentos e mantém diálogo com países da região.
Enquanto isso, a Suprema Corte da Venezuela nomeou a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do país durante a ausência forçada de Maduro.







