O Consulado-Geral do Brasil, em Lisboa, confirmou na manhã desta terça-feira que recebeu um passaporte atribuído a Eliza Samudio, morta em 2010. Segundo o órgão, o documento foi entregue na sexta-feira passada e permanece sob análise, enquanto se aguarda orientação do Itamaraty sobre a destinação.
O caso voltou a repercutir após o Portal Leo Dias noticiar que o passaporte teria sido encontrado em um imóvel em Portugal no fim de 2025. De acordo com a publicação, o documento estava em um apartamento alugado e foi localizado por um homem não identificado, entre livros de uma estante.
Família acompanha apuração sobre a autenticidade do documento
Em entrevista à CNN Brasil, o irmão de Eliza, Arlie Moura, afirmou acreditar que o passaporte seja autêntico. Ele disse que dados como filiação, data de nascimento e nome completo são compatíveis com os da irmã, mas destacou que ainda não há confirmação oficial das autoridades. “Não posso bater o martelo”, afirmou.
Arlie relatou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que segue aguardando novos esclarecimentos sobre o documento, enquanto acompanha o andamento das apurações.
Caso Eliza Samudio marcou o país
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, aos 25 anos, após informar a amigos que faria uma viagem. As investigações apontaram para um crime envolvendo o então goleiro Bruno Fernandes de Souza, com quem ela havia tido um relacionamento. O filho do casal foi encontrado posteriormente, e Bruno acabou condenado a 20 anos de prisão.
Apesar da condenação, os restos mortais de Eliza nunca foram localizados, o que mantém o caso entre os mais emblemáticos da crônica policial brasileira.







