Um homem investigado por furtos e duas tentativas de estupro foi preso nesta segunda-feira (12), durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar no Norte do Piauí. O suspeito, identificado pelas iniciais C.A.C., de 31 anos, ficou conhecido como “maníaco da calcinha” por invadir residências durante a madrugada e furtar peças íntimas femininas, inclusive infantis, após as ações criminosas.
A prisão ocorreu por volta do meio-dia, no povoado Pau D’Água, zona rural de Murici dos Portelas, onde o investigado estava escondido na casa de um familiar. Ele havia deixado a Vila Volta da Jurema, na zona rural de Caraúbas do Piauí, local onde os crimes foram registrados.
Prisão teve impacto direto na segurança das mulheres da região
Em entrevista, o delegado Herbster Santos afirmou que a prisão é uma das mais relevantes realizadas recentemente pela delegacia, pelo impacto direto na segurança das mulheres da região. Segundo ele, o suspeito vinha sendo procurado há algum tempo e costumava fugir ao perceber a aproximação da polícia, aproveitando áreas de mata próximas às residências.
As investigações apontam que o homem invadia casas durante a madrugada, escolhendo imóveis onde mulheres estariam dormindo sozinhas. Com o avanço das ações criminosas, ele passou a praticar violência sexual. Em uma das ocorrências, utilizou uma faca para cortar as vestes da vítima, mas não conseguiu consumar o crime após a mulher acordar e pedir socorro, o que fez o suspeito fugir.
As duas tentativas de estupro não foram consumadas graças à reação das vítimas e à intervenção de terceiros. Ainda assim, a Polícia Civil destaca a gravidade dos fatos e o padrão de atuação do investigado.
Peças íntimas foram encontradas durante diligências
Uma característica que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o suspeito levar as calcinhas das vítimas após os crimes, o que acabou sendo tratado como uma “assinatura” da atuação criminosa. Durante as diligências, a polícia encontrou grande quantidade de peças íntimas femininas em um dos locais onde ele se escondia.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pelo Judiciário. O investigado nega as acusações, mas, segundo a polícia, os relatos das vítimas são firmes e coerentes, além de confirmados por outras provas.
O homem foi encaminhado à unidade policial e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam, e a polícia não descarta o surgimento de novas vítimas. A Delegacia de Polícia Civil de Buriti dos Lopes reforça que está aberta para receber denúncias relacionadas ao caso e a qualquer situação de violência contra a mulher.







