Técnico é suspeito de aplicar desinfetante em pacientes na UTI em Taguatinga (DF)

Polícia investiga mortes no Hospital Anchieta; outros profissionais também são apurados

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Os três suspeitos de terem matado pacientes em hospital em Brasília
Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um técnico de enfermagem suspeito de matar pelo menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Segundo a corporação, o profissional teria aplicado desinfetante por mais de dez vezes em uma mesma vítima em um único dia, utilizando uma seringa. O suspeito foi identificado como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

De acordo com as apurações, uma das vítimas seria uma idosa de 75 anos. O caso veio à tona após a análise de imagens de câmeras de segurança e de prontuários médicos, que apontaram pioras súbitas e repetidas nos quadros clínicos de pacientes sob cuidados na unidade intensiva.

Investigação apura homicídios em hospital do Distrito Federal

As investigações indicam que o técnico teria administrado substâncias de forma irregular pela via intravenosa, provocando paradas cardíacas. Em seguida, ele realizaria manobras de reanimação, o que, segundo a polícia, teria o objetivo de disfarçar a prática criminosa. O suspeito atuava no hospital havia pelo menos cinco anos.

As vítimas identificadas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33. As aplicações investigadas ocorreram nos dias 17 de novembro e 1º de dezembro do ano passado.

A polícia também apurou que, em um dos episódios, o técnico teria acessado indevidamente o sistema do hospital utilizando a credencial de um médico para prescrever medicamento incorreto, buscar os insumos na farmácia e levá-los escondidos no jaleco até os leitos.

Outras profissionais são investigadas

Duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 e 28 anos, respectivamente, também são investigadas por negligência e possível coautoria. Conforme a Polícia Civil, elas teriam auxiliado observando a entrada do quarto para evitar interrupções durante dois dos casos apurados.

Após a identificação de condutas suspeitas, os três profissionais foram demitidos pelo hospital e as autoridades acionadas. As famílias das vítimas foram comunicadas sobre os fatos.

Os suspeitos foram presos durante o cumprimento de mandados da Operação Anúbis, que segue em andamento para apurar a existência de outras possíveis vítimas. O inquérito trata o caso como homicídio qualificado.

Coren-DF acompanha o caso

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que acompanha as investigações e que adotará as providências cabíveis dentro de sua competência legal, ressaltando o compromisso com a ética profissional, a segurança do paciente e o respeito ao devido processo legal.

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