O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira que convidou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para integrar o chamado Conselho da Paz, iniciativa criada por sua gestão. A confirmação ocorreu durante entrevista coletiva realizada na Casa Branca, em Washington, ao responder pergunta da repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo.
No diálogo com os jornalistas, Trump afirmou esperar um “grande papel” do presidente brasileiro no novo organismo e acrescentou: “Eu gosto dele”, ao comentar a participação de Lula na proposta.
Conselho da Paz é iniciativa paralela voltada à mediação internacional
O Conselho da Paz foi idealizado por Trump como uma estrutura internacional paralela, com foco inicial na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. Segundo o presidente norte-americano, o grupo poderá atuar futuramente em outros conflitos globais.
Pela proposta apresentada, os integrantes do conselho terão mandatos de três anos, com possibilidade de cargos vitalícios mediante contribuição financeira elevada. A iniciativa é vista como uma alternativa a organismos multilaterais tradicionais.
Ainda durante a coletiva, Trump foi questionado sobre uma eventual substituição da Organização das Nações Unidas pelo novo conselho. Em resposta, criticou a atuação da ONU, afirmando que a entidade não tem explorado todo o seu potencial na resolução de conflitos internacionais, embora tenha defendido sua continuidade.
Coletiva marca um ano do segundo mandato de Trump
A entrevista ocorreu no mesmo dia em que Trump completou um ano de seu segundo mandato à frente dos Estados Unidos. Antes do pronunciamento, a Casa Branca divulgou um documento de 31 páginas listando 365 ações que a administração considera como conquistas do período.
O primeiro ano do novo mandato foi marcado por decisões de forte impacto internacional, como o anúncio de tarifas globais, ordens de ataques militares e embates diplomáticos com países parceiros.
Imigração e segurança voltam ao centro do discurso
Durante a coletiva, Trump voltou a adotar tom crítico em relação à imigração, especialmente ao comentar ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Ele mencionou operações recentes, defendeu o endurecimento das políticas migratórias e fez declarações controversas sobre imigrantes e protestos registrados no estado de Minnesota.
O presidente também reiterou que seu governo pretende intensificar o combate ao tráfico de drogas por rotas terrestres, após alegar redução do tráfico marítimo no Caribe e no Pacífico. No entanto, não detalhou quais países poderiam ser afetados por essas ações.







