A médica e influenciadora Raphaella Brilhante fez, nesta segunda-feira (26), seu primeiro relato público após a divulgação das agressões atribuídas ao cantor João Lima. Em entrevista à TV Cabo Branco, ela afirmou que o comportamento controlador do então marido antecedeu os episódios de violência registrados pela Polícia Civil da Paraíba.
Segundo a médica, as atitudes de controle estavam presentes na rotina diária e limitavam sua autonomia pessoal. Raphaella relatou que o ciúme excessivo se manifestava em situações simples, como sair de casa ou frequentar a academia, sempre sob vigilância e cobranças constantes.
De acordo com o depoimento, ela precisava informar horários, deslocamentos e tempo de permanência em locais públicos, sendo alvo de acusações e discussões caso algo fugisse ao controle imposto. Para Raphaella, comportamentos que inicialmente pareciam ciúmes “normais” revelaram-se, com o tempo, sinais claros de controle psicológico.
Agressões teriam começado após o casamento
Ainda durante a entrevista, a médica afirmou que as agressões físicas começaram poucos dias após o casamento, realizado em novembro de 2025. Segundo ela, o primeiro episódio ocorreu ainda durante a lua de mel, cinco dias após a cerimônia.
O cantor João Lima se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26), em João Pessoa, após a expedição de ordem de prisão. A informação foi confirmada pela defesa do artista ao Metrópoles.
O caso segue sob investigação e reforça o debate sobre violência doméstica e relações abusivas, tema recorrente nas ações das forças de segurança e de órgãos de proteção às vítimas na Paraíba.







