Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA é afastado após crise em Minneapolis

Saída ocorre após ataque a tiros e desgaste na política migratória do governo Trump

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Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA é afastado após crise em Minneapolis
Reprodução

O chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Gregory Bovino, foi afastado das operações em Minneapolis e deixará a cidade nesta terça-feira (27), segundo fontes ouvidas pela imprensa norte-americana. A decisão ocorre após um ataque a tiros registrado no último sábado (24) e em meio a críticas internas sobre a condução da resposta do governo federal.

De acordo com um funcionário do governo, a saída de Bovino foi classificada como uma “decisão mútua”. Ele e parte de sua equipe devem retornar aos respectivos setores de origem, deixando de atuar diretamente em Minnesota.

Crise na segurança e imigração em Minnesota

A medida afasta um dos principais nomes da política de repressão à imigração adotada pelo presidente Donald Trump. O afastamento ocorre logo após Trump anunciar o envio do chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, para coordenar as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis.

Fontes relataram que integrantes do governo ficaram profundamente insatisfeitos com a atuação de Bovino e da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, diante das repercussões do assassinato do enfermeiro Alex Pretti. O caso gerou forte repercussão nacional e ampliou o desgaste político da Casa Branca.

Segundo um funcionário, Trump acompanhou de perto a cobertura jornalística ao longo do domingo e da segunda-feira e demonstrou insatisfação com a imagem transmitida por seu governo. Bovino concedeu entrevista e participou de coletiva de imprensa, mas, conforme autoridades, as aparições não reduziram as críticas nem as contradições na resposta oficial.

As discussões sobre a retirada de Bovino de Minnesota teriam começado ainda na tarde de domingo (25). O mal-estar aumentou após Kristi Noem classificar Pretti como “terrorista doméstico” e alegar que ele teria manejado uma arma de fogo — afirmação que não foi comprovada por imagens.

Na segunda-feira (26), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, buscou distanciar o presidente dessa classificação, afirmando que não se tratava de uma posição pessoal de Trump. Ela também reforçou que Tom Homan passaria a ser o principal ponto de contato em Minneapolis, enquanto Bovino continuaria no comando nacional da Patrulha de Fronteira.

Conversa entre Trump e governador sinaliza distensão

Ainda na segunda-feira (26), Trump e o governador de Minnesota, Tim Walz, adotaram um tom conciliatório após uma conversa telefônica privada sobre a aplicação das leis de imigração. O diálogo é visto como uma tentativa de reduzir o impasse em torno da campanha de deportações, que já resultou na morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis.

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