Piloto acusado de agressão por chiclete no DF é alvo de mais três denúncias

Casos vieram à tona após vítimas reconhecerem o investigado em reportagens; Polícia Civil apura quatro ocorrências

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Jovens trocam socos e murros em Vicente Pires por conta de chiclete.
Foto: TV Globo/Reprodução

A agressão motivada por um chiclete, que deixou um adolescente de 16 anos em coma no Distrito Federal, revelou outras três denúncias contra o piloto e empresário Pedro Arthur Turra, de 19 anos. Ao todo, quatro ocorrências envolvendo o investigado estão em apuração pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Dois registros só foram formalizados nesta semana, após as vítimas reconhecerem o nome e a imagem do suspeito em reportagens. Um boletim havia sido registrado ainda em junho de 2025, à época do fato, e outro foi feito no dia seguinte à briga que deixou o adolescente em estado crítico. A defesa informou que não vai se pronunciar.

Casos investigados pela Polícia Civil

Segundo a PCDF, as ocorrências em apuração são:

  • Agressão em Vicente Pires (sexta-feira, 24): o adolescente de 16 anos permanece internado em estado grave. O suspeito foi preso em flagrante, pagou fiança e responde por lesão corporal gravíssima.

  • Briga em praça de Águas Claras (junho de 2025): um jovem de 18 anos afirma ter sido agredido durante discussão.

  • Agressão em briga de trânsito (julho do ano passado): um homem de 49 anos registrou ocorrência após reconhecer o investigado em notícias recentes.

  • Denúncia de fornecimento de bebida alcoólica a menor: uma jovem relatou ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando ainda era menor, durante uma festa no ano passado. O caso resultou na abertura de novo inquérito.

Detalhes dos episódios

No caso do trânsito, um vídeo anexado ao registro mostra discussão após colisão em Águas Claras, com agressões relatadas pela vítima. Já na denúncia envolvendo bebida alcoólica, a jovem apresentou imagens que, segundo a polícia, estão sob análise técnica; se confirmada a materialidade, o investigado pode responder por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Sobre a agressão que deixou o adolescente em coma, imagens de câmeras de segurança integram o inquérito. Testemunhas ouvidas mencionaram a possibilidade de o jovem ter manuseado um objeto antes da briga, informação que não aparece nos vídeos analisados até o momento, segundo a polícia.

A PCDF avalia medidas cautelares e informou que eventuais decisões, como restrições de deslocamento, dependem de autorização judicial.

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