Irã ameaça resposta militar “poderosa” após novas ameaças de Trump

Chanceler diz que Forças Armadas estão prontas para reagir e defende acordo nuclear pacífico

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Irã ameaça resposta militar “poderosa” após novas ameaças de Trump
Getty Images

O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos nesta quarta-feira ao alertar para uma resposta militar “imediata e poderosa” diante de qualquer agressão. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, em reação a novas ameaças do presidente norte-americano Donald Trump.

Em publicação nas redes sociais, Araghchi afirmou que as Forças Armadas iranianas estão “com o dedo no gatilho” para responder a ataques contra o território, o espaço aéreo ou as águas do país. Segundo o chanceler, experiências recentes fortaleceram a capacidade de reação do Irã frente a possíveis ameaças externas.

Governo iraniano cita prontidão militar e defende acordo nuclear

O ministro fez referência às “lições aprendidas” com conflitos recentes na região e disse que o país está preparado para reagir “de forma ainda mais forte, rápida e profunda” caso seja provocado. As declarações ocorrem em meio à escalada retórica de Washington, após Trump renovar advertências e afirmar que um próximo ataque “será muito pior” se Teerã não negociar um novo acordo nuclear.

Apesar do discurso duro, Araghchi reiterou que o Irã mantém abertura para um acordo nuclear considerado justo e equilibrado. Ele afirmou que o país defende o uso exclusivamente pacífico da tecnologia nuclear e que armas nucleares não fazem parte de sua estratégia de segurança.

“Estamos dispostos a um acordo mutuamente benéfico, livre de coerção, ameaças e intimidação, que assegure nossos direitos e garanta a inexistência de armas nucleares”, declarou.

As falas de Trump aumentaram as preocupações com uma possível nova escalada de tensões no Oriente Médio. Em meio ao cenário, Araghchi manteve conversas telefônicas com chanceleres da Turquia e da Arábia Saudita, buscando articulação diplomática para evitar o agravamento da crise, segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Já o vice-chanceler iraniano para assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou que não há negociações diretas em curso com os Estados Unidos, embora mensagens indiretas estejam sendo trocadas. Ele destacou que, para avançar no diálogo, Washington precisaria interromper as ameaças públicas.

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