O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça, determinou nesta terça-feira a prisão do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A decisão revogou a autorização que permitia ao artista responder em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
A medida foi tomada após o ministro receber relatório de monitoramento que apontou 28 interrupções de sinal em 43 dias, entre setembro e novembro do ano passado, período em que Oruam estava sob vigilância eletrônica.
Decisão do STJ aponta falhas no monitoramento eletrônico
Segundo o despacho, as falhas recorrentes no equipamento comprometeram o cumprimento das condições impostas pela Justiça, motivando a revogação da decisão anterior que havia autorizado a saída do rapper do sistema prisional.
Oruam é investigado pela Polícia do Rio de Janeiro por associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Investigação envolve ação contra mandado policial no Rio de Janeiro
De acordo com as investigações, o rapper e outros envolvidos teriam tentado impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, em julho do ano passado, contra um adolescente apontado como um dos seguranças pessoais de líderes da facção criminosa Comando Vermelho.
Oruam é filho do traficante Marcinho VP, que cumpre pena em uma penitenciária federal.
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