Eletricistas que prestam serviço para empresa terceirizada da Equatorial Piauí realizam, na manhã desta quinta-feira, uma paralisação parcial das atividades em municípios do Piauí. O movimento ocorre das 6h às 12h e acontece em meio às negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026.
Entre as cidades afetadas estão Teresina, Água Branca, Picos, União e São Raimundo Nonato, além de outros municípios do interior. A terceirizada envolvida é a empresa DPL, responsável por serviços de manutenção e construção de redes elétricas no estado.
Segundo trabalhadores, a categoria reivindica reajuste salarial e aumento no valor do vale-alimentação. Um eletricista que preferiu não se identificar afirmou que os salários atuais estariam abaixo dos praticados por outras empresas do setor.
“Atuamos na construção e manutenção de redes, atendimento emergencial, ligação nova, linha viva e plantão. Nosso salário está abaixo em comparação com o de outras empresas”, relatou.
Sindicato confirma decisão em assembleia no Piauí
Em ofício encaminhado à empresa, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual do Piauí informou que, em Assembleia Geral realizada no último dia 5 de fevereiro, os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a proposta patronal de reajuste linear de 3,9% e o valor de R$ 450 para o vale-alimentação.
Ainda conforme o sindicato, a categoria decidiu manter a proposta apresentada pela entidade laboral, considerada mais adequada à valorização profissional. Na mesma assembleia, foi aprovada a paralisação temporária parcial dos serviços nesta quinta-feira.
Trabalhadores alertam que a mobilização pode impactar atendimentos emergenciais em diferentes regiões do estado.
Nota da Equatorial Piauí
Em nota, a Equatorial Piauí informou que mantém todas as obrigações contratuais em dia com a empresa DPL, atuando conforme a legislação vigente.
A concessionária esclareceu que pagamentos de salários, encargos trabalhistas e demais obrigações decorrentes da relação de emprego são de responsabilidade da empresa empregadora, conforme previsto na legislação trabalhista e nos contratos firmados.
A distribuidora destacou ainda que possui plano de contingência operacional para garantir a continuidade do atendimento aos clientes, sem impacto no fornecimento de energia elétrica, mantendo a prestação do serviço público essencial à população.








