Perseverance ganha “GPS marciano” e avança sozinho em Marte

Tecnologia da NASA permite navegação mais precisa sem ajuda da Terra

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“Selfie” tirada pelo rover Perseverance da Nasa em Marte, composta por 62 imagens individuais, em 23 de julho • , em imagem divulgada em 10 de setembro de 2025NASA/JPL-Caltech/MSSS/Divulgação via REUTERS

O robô explorador Perseverance passou a determinar sua própria localização na superfície de Marte sem depender diretamente de operadores na Terra. A nova capacidade foi incorporada neste mês e permite que o veículo da NASA interrompa o trajeto, recalibre sua posição com maior precisão e retome a navegação de forma autônoma no planeta vermelho.

A inovação é resultado da implementação da tecnologia Mars Global Localization (Localização Global de Marte), desenvolvida pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL). O sistema funciona como uma espécie de “GPS marciano”, elevando o nível de independência do rover nas operações científicas.

Sistema compara imagens com mapas orbitais de Marte

O mecanismo utiliza um algoritmo que confronta imagens panorâmicas captadas pelas câmeras de navegação do robô com mapas orbitais armazenados a bordo.

O processamento ocorre em um computador de alto desempenho — originalmente utilizado para comunicação com o helicóptero Ingenuity — e leva cerca de dois minutos para concluir o cálculo. A precisão alcançada é de aproximadamente 25 centímetros.

A tecnologia foi aplicada em operações regulares pela primeira vez no dia 2 de fevereiro e novamente na última segunda-feira (16), segundo informações divulgadas pela agência espacial norte-americana.

Até então, o Perseverance utilizava principalmente a chamada odometria visual. Esse método estima a posição com base na análise sequencial de imagens do terreno durante o deslocamento. No entanto, pequenos erros acumulados podiam gerar imprecisões superiores a dezenas de metros, o que limitava percursos autônomos mais longos e exigia intervenções frequentes da equipe em solo terrestre.

Com a nova atualização, a NASA projeta ampliar o alcance das rotas independentes e otimizar o tempo dedicado às pesquisas científicas no planeta. A expectativa é tornar as missões mais eficientes e reduzir a necessidade de correções remotas.

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