Falsa advogada é presa por integrar organização criminosa em Teresina

Suspeita é investigada por repassar informações sigilosas à quadrilha

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Falsa advogada investigada por integrar organização criminosa é presa em Teresina
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã desta sexta-feira, uma mulher investigada por integrar uma organização criminosa com atuação em diversos estados do país. A captura ocorreu no Centro de Teresina, durante cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Amazonas, no âmbito da Operação Erga Omnes.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia, com apoio da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) no Piauí. A operação investiga crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional.

Operação interestadual mira esquema com ramificações no Norte e Nordeste

Em Teresina, foi presa Lucila Meireles Costa, de 42 anos. Segundo as investigações conduzidas no Amazonas, ela se apresentava como advogada sem possuir habilitação regular para exercer a profissão. A suspeita é apontada como responsável por intermediar o repasse de informações sigilosas de processos judiciais, mediante suposta cooptação de servidores, com o objetivo de favorecer integrantes da organização.

As apurações começaram após uma grande apreensão no Amazonas, quando foram encontrados mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, embarcações utilizadas no transporte fluvial da droga e um veículo empregado na logística terrestre. A partir do flagrante, a polícia ampliou as investigações para identificar financiadores, operadores logísticos e colaboradores do esquema.

Relatórios de inteligência financeira indicaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Foram identificadas transferências entre pessoas físicas e empresas registradas nos ramos de transporte e locação. Parte dessas empresas, segundo a polícia, apresentava indícios de existência apenas formal, sendo utilizadas para ocultar e movimentar valores de origem ilícita.

Durante o cumprimento do mandado na capital piauiense, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e um token vinculado a uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas, que estaria sendo utilizado de forma indevida, conforme a investigação.

A suspeita foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça amazonense. A operação também foi deflagrada simultaneamente nos estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais e Pará, com o objetivo de desarticular a estrutura interestadual do grupo, preservar provas e bloquear bens supostamente ligados às atividades criminosas.

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