As chuvas torrenciais que atingiram Minas Gerais e deixaram pelo menos 38 mortos e mais de 30 desaparecidos até a manhã desta quarta-feira provocaram forte repercussão na imprensa internacional. O desastre, que também deixou milhares de desalojados, atingiu principalmente os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira.
As precipitações intensas causaram inundações, deslizamentos de terra e desabamentos de casas. Equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por desaparecidos, enquanto cidades permanecem em estado de emergência diante da previsão de novas chuvas.
Juiz de Fora e Zona da Mata mineira concentram danos
A rede britânica BBC destacou imagens da lama que invadiu bairros de Juiz de Fora após deslizamentos ocorridos durante a noite. A emissora informou que equipes de resgate trabalham após várias casas e edifícios desabarem.
O jornal espanhol La Vanguardia classificou o cenário como “chuvas torrenciais que devastaram o sudeste do Brasil” e ressaltou imagens de encostas atingidas. O veículo também publicou análises de especialistas que relacionam a intensidade das precipitações às mudanças climáticas.
Em Portugal, a SIC Notícias informou que Juiz de Fora e Ubá seguem em alerta para mais chuvas. Segundo a emissora, as precipitações causaram deslizamentos, danos em pontes e estradas, interrupções no fornecimento de energia e bairros inundados.
O argentino Clarín utilizou a expressão “chuvas ferozes no sudeste do Brasil” e destacou o transbordamento de rios e ruas tomadas pela água. Já a rede catari Al Jazeera enfatizou o trabalho das equipes de emergência, inclusive com cães farejadores, na busca por vítimas sob os escombros.
O francês Le Monde ressaltou que Juiz de Fora registrou 584 milímetros de chuva em fevereiro, volume considerado o dobro do esperado para o mês. O jornal também lembrou outros eventos extremos recentes no país, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e o desastre em Petrópolis, em 2022.
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, afirmou que o município enfrentou chuvas “intensas e persistentes”. A Defesa Civil segue monitorando áreas de risco e orienta moradores a evitarem regiões de encosta.
A tragédia em Minas Gerais reforça o alerta para eventos climáticos extremos no Sudeste e mobiliza autoridades estaduais e federais no apoio às vítimas.







