Trump faz discurso recorde e provoca democratas no Capitólio

Presidente dos EUA adota tom eleitoral e amplia embate partidário em Washington

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Donald Trump foi plaudido de pé por republicanos e vaiado por democratas
Foto: AP/J. Scott Applewhite

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta terça-feira, em Washington, o mais longo discurso do Estado da União já registrado no país, com 1 hora e 48 minutos de duração. Diante do Congresso, no Capitólio, ele adotou tom eleitoral, fez críticas diretas aos democratas e defendeu ações de seu governo às vésperas das eleições de meio de mandato.

Durante o pronunciamento, Trump buscou consolidar apoio entre republicanos e pressionar adversários. Em um dos momentos mais tensos, convocou os parlamentares a se levantarem em apoio à declaração de que o principal dever do governo seria proteger cidadãos americanos, e não imigrantes em situação irregular. Republicanos aplaudiram de pé, enquanto democratas permaneceram sentados.

“Vocês deveriam ter vergonha de si mesmos por não se levantarem”, afirmou o presidente, sob aplausos de aliados.

Discurso no Capitólio reforça polarização em Washington

A sessão conjunta no Capitólio evidenciou o clima de divisão política nos Estados Unidos. Ao longo da fala, o presidente apresentou um balanço positivo do primeiro ano de mandato, citando índices econômicos, ações na área de segurança e política externa.

Trump afirmou que o país vive uma “reviravolta histórica” e declarou que “não haverá retrocessos”. Também mencionou a presença de convidados especiais, entre eles atletas da seleção masculina de hóquei no gelo, campeã olímpica nos Jogos de Inverno.

Pesquisas de opinião divulgadas recentemente indicam que a popularidade do presidente gira em torno de 36%, em meio à preparação para as eleições legislativas que renovarão a Câmara dos Representantes e parte do Senado em novembro.

Analistas avaliam que o discurso teve forte caráter eleitoral. Em vez de apresentar novas propostas legislativas, o presidente concentrou esforços na defesa de sua gestão e na crítica aos adversários, reforçando a narrativa de confronto político.

Outros desdobramentos da política internacional e os impactos das eleições nos Estados Unidos continuam sendo acompanhados pela editoria de Mundo.

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