Os Estados Unidos ampliaram nesta quarta-feira a presença militar no Oriente Médio com o envio de uma dúzia de caças F-22 para Israel. As aeronaves partiram de bases temporárias no Reino Unido e se somam ao contingente naval já posicionado na região, em meio à escalada de tensões com o Irã.
Os F-22 são considerados um dos equipamentos mais avançados da Força Aérea americana, com capacidade de ataque a alvos terrestres e aéreos e tecnologia de baixa detecção por radares. As aeronaves já participaram da Operação Midnight Hammer, que bombardeou instalações militares iranianas no ano passado.
Frota americana se aproxima de nível de grandes operações
Além dos caças, a presença militar dos EUA na região inclui dois porta-aviões, 13 contratorpedeiros e destróieres, além de embarcações de combate e outros equipamentos da Aeronáutica.
De acordo com o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, o volume atual da frota é comparável ao mobilizado na Operação Raposa do Deserto, realizada em 1998 contra o Iraque, durante o governo de Bill Clinton.
A Casa Branca ainda não detalhou a estratégia por trás de um eventual ataque ao Irã, nem os desdobramentos posteriores. Integrantes do Pentágono têm alertado para o risco de um conflito prolongado.
Diplomacia tenta conter escalada
Enquanto reforçam o cerco militar, delegações dos dois países participam de nova rodada de negociações em Genebra. O presidente Donald Trump enviou o genro Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff para dialogar com representantes do governo do aiatolá Ali Khamenei.
O governo americano exige o fim do programa nuclear iraniano e o abandono do arsenal de mísseis balísticos. Teerã rejeita as condições, alegando que os programas são essenciais à sua segurança regional.
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que o país busca superar o estado de “nem guerra, nem paz” por meio das tratativas.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra empresas e indivíduos ligados, segundo Washington, à produção e comercialização de mísseis balísticos iranianos.
Durante discurso recente, Trump afirmou que não permitirá que o Irã desenvolva arma nuclear. Já lideranças democratas criticaram a escalada e defenderam solução diplomática para evitar confronto militar.







